Uma primípara comparece à consulta de puericultura com seu filho de 2 meses. Durante a consulta, o pediatra percebe que ela está prestes a abandonar o aleitamento materno exclusivo e conduz a conversa de forma a mantê-lo.
A pegadinha é achar que aconselhar significa convencer. Primeiro escute e reconheça; depois informe e proponha.
Perguntas abertas revelam a causa real da dificuldade de amamentar.
Evite ordens, culpa, julgamento e comparação com outras mães.
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Contexto
O aconselhamento em amamentação deve ser centrado na mãe e baseado em escuta ativa. O objetivo não é vencer uma discussão, mas compreender a dificuldade concreta, reconhecer sentimentos e construir uma solução possível para a família.
As habilidades recomendadas pela OMS e pelo UNICEF incluem perguntas abertas, contato visual respeitoso, postura acolhedora, repetição do que foi compreendido, elogio ao que está funcionando e oferta de informações em linguagem simples. Palavras que culpabilizam, dão ordens ou comparam a mãe com outras mulheres dificultam o vínculo.
Dor, cansaço, insegurança, falta de apoio e medo de leite insuficiente devem ser reconhecidos antes das orientações técnicas. Subestimar esses sentimentos comunica que a experiência materna não importa e aumenta a chance de abandono do aleitamento.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Perguntas abertas não devem ser evitadas. Elas permitem identificar por que a mãe pensa em interromper a amamentação e direcionar o aconselhamento à necessidade real.
B) Incorreta. Comunicação não verbal acolhedora, como postura disponível, expressão facial respeitosa e atenção sem interrupções, favorece confiança. Deve ser usada com sensibilidade, não abandonada.
C) Incorreta. Aceitar a perspectiva significa reconhecer o que a mãe sente sem necessariamente concordar. Isso nunca deve ser utilizado como preparação para corrigi-la de forma incisiva ou humilhante.
D) Incorreta. Palavras julgadoras devem ser evitadas mesmo quando há risco de desmame. Culpa e constrangimento raramente produzem adesão sustentável.
E) Correta (gabarito). Subestimar dor, exaustão ou insegurança é incompatível com empatia. Os sentimentos devem ser reconhecidos e valorizados antes da construção das orientações.