Leonora, 60 anos, com diabetes mellitus diagnosticada há 5 anos, em acompanhamento contínuo na unidade básica de saúde, vem para a consulta de rotina. Após avaliação dos pés, identificamos: sensibilidade presente, deformidade ausente e úlceras ou cicatrizes de úlceras ausentes.
A pegadinha é elevar a categoria apenas pelo tempo de diabetes. O risco é definido pelos achados do pé.
Monofilamento normal significa sensibilidade protetora preservada, desde que aplicado corretamente.
Categoria 0 não dispensa educação e exame anual.
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Contexto
A estratificação do risco de pé diabético considera principalmente perda da sensibilidade protetora, doença arterial periférica, deformidades, doença renal avançada e antecedente de úlcera ou amputação.
A avaliação deve incluir inspeção da pele e das unhas, pesquisa de deformidades, palpação dos pulsos e teste da sensibilidade protetora, geralmente com monofilamento de 10 g associado a outro método neurológico. Sensibilidade preservada, ausência de deformidade e ausência de úlcera atual ou prévia correspondem à categoria de menor risco.
Mesmo na categoria 0, a paciente deve receber educação para inspeção diária, higiene, hidratação da pele sem aplicação entre os dedos, corte adequado das unhas e uso de calçados que não provoquem atrito.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Sensibilidade preservada, ausência de deformidades e inexistência de úlcera ou cicatriz classificam o pé como grau 0, com reavaliação ao menos anual.
B) Incorreta. Grau I pressupõe perda da sensibilidade protetora ou outro fator adicional de risco, ausente na descrição.
C) Incorreta. Grau II envolve combinação de fatores como neuropatia, deformidade ou doença arterial periférica, o que não foi identificado.
D) Incorreta. Grau III corresponde a risco elevado, especialmente por antecedente de úlcera ou amputação, e requer seguimento mais frequente que semestral.
E) Incorreta. Essa categoria não corresponde ao sistema de risco apresentado nem aos achados normais de Leonora.