Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de início recente. HAS controlada com IECA. Exame físico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação.
A pegadinha é atrasar o corticoide para realizar neuroimagem. Suspeita alta com risco visual exige tratamento imediato.
A diretriz atual aceita VHS igual ou superior a 50 ou PCR igual ou superior a 10 como suporte laboratorial; VHS maior que 100 é a pista clássica da questão.
Ultrassonografia com sinal do halo e biópsia temporal são métodos de confirmação.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
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Contexto
Cefaleia de início recente em pessoa com mais de 50 anos, associada a artéria temporal espessada ou dolorosa, deve levantar suspeita imediata de arterite de células gigantes. Outros achados incluem claudicação da mandíbula, hipersensibilidade do couro cabeludo, sintomas constitucionais, polimialgia reumática e alterações visuais.
A inflamação granulomatosa de artérias de médio e grande calibre pode causar isquemia do nervo óptico e perda visual irreversível. Diante de suspeita elevada, o glicocorticoide deve ser iniciado sem aguardar confirmação, especialmente se houver amaurose, diplopia ou escotomas.
VHS e proteína C reativa costumam estar elevados. Um VHS superior a 100 mm na primeira hora é um achado clássico que aumenta muito a probabilidade, mas não é obrigatório. Os critérios ACR/EULAR de 2022 consideram como evidência laboratorial VHS igual ou superior a 50 mm por hora ou PCR igual ou superior a 10 mg por litro.
A questão possui uma limitação: PCR elevada também aumenta a probabilidade diagnóstica. O g limitação: PCR elevada também aumenta a probabilidade diagnóstica. O gabarito B reflete o achado clássico e mais específico apresentado. Atualmente, ultrassonografia das artérias temporais e axilares pode ser o exame inicial em centros experientes; biópsia permanece útil quando há dúvida.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. No recorte da banca, a afirmação é inespecífica porque não apresenta um valor de PCR. Na prática atual, PCR elevada também apoia o diagnóstico e integra os critérios classificatórios.
B) Correta (gabarito). VHS acima de 100 mm por hora é um marcador inflamatório clássico e aumenta expressivamente a probabilidade de arterite de células gigantes no contexto clínico descrito.
C) Incorreta. Tomografia de crânio pode investigar outros diagnósticos de cefaleia em situações selecionadas, mas não é pré-requisito para suspeitar, confirmar ou iniciar tratamento da vasculite.
D) Incorreta. Radiografia simples de crânio não possui utilidade diagnóstica relevante nesse cenário.
E) Incorreta. Ressonância de crânio não precisa anteceder a investigação vascular e não deve retardar o início do corticoide quando a suspeita é alta.