Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola.
A pegadinha é confirmar rubéola apenas pelo quadro clínico durante um surto. Casos suspeitos precisam de investigação laboratorial.
Adenomegalia retroauricular e occipital é uma pista clássica, mas não é exclusiva.
Notifique e colete amostras no primeiro atendimento.
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Contexto
Rubéola pode produzir febre baixa, exantema maculopapular, linfadenomegalia retroauricular e occipital, conjuntivite, tosse e artralgia. Entretanto, o quadro clínico se sobrepõe a sarampo, dengue, parvovirose, enteroviroses e outras doenças exantemáticas.
O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde orienta notificação imediata e confirmação laboratorial dos casos suspeitos. No primeiro atendimento, deve-se coletar soro para IgM e IgG e, conforme o fluxo epidemiológico, amostras de secreção nasofaríngea e urina para detecção viral por RT-PCR.
IgM reagente sugere infecção recente, mas pode apresentar reação cruzada ou falso-positivo. A interpretação deve considerar data do exantema, vacinação recente, soroconversão ou aumento de IgG e o resultado molecular. Entre as alternativas, a sorologia é o melhor método confirmatório apresentado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Vínculo epidemiológico com caso confirmado pode contribuir para a classificação, mas o paciente não possui contato conhecido e há possibilidade de confirmação laboratorial.
B) Correta (gabarito). A pesquisa de anticorpos IgM e IgG constitui parte central da confirmação laboratorial de rubéola e deve ser interpretada com o momento clínico e, quando disponível, RT-PCR.
C) Incorreta. Associação temporal com vacinação é investigada quando houve dose recente, o que não ocorreu segundo o prontuário.
D) Incorreta. Os sinais são sugestivos, mas não específicos o suficiente para distinguir rubéola de outras doenças exantemáticas.
E) Incorreta. A observação isolada atrasa a notificação, a coleta oportuna de amostras e as medidas de bloqueio epidemiológico.