Um homem de 55 anos sofreu queda de uma altura de aproximadamente dois metros enquanto trabalhava em uma obra. Ele caiu diretamente sobre o braço direito estendido. No pronto-socorro, apresentava dor intensa, incapacidade de mover o braço direito e deformidade visível no meio do braço. As radiografias mostraram uma fratura diafisária do úmero com desvio. O exame neurovascular estava normal.
A pegadinha é pensar que toda fratura desviada exige cirurgia. Muitas fraturas da diáfise umeral consolidam com órtese funcional.
O nervo radial deve ser documentado antes e depois de qualquer manipulação ou operação.
Fratura exposta, lesão vascular, politrauma e falha do alinhamento conservador reforçam a indicação de fixação.
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Contexto
Fraturas da diáfise do úmero exigem avaliação da pele, pulsos e função do nervo radial. O nervo radial percorre o sulco espiral do úmero e pode ser lesionado, produzindo queda do punho e perda sensitiva no primeiro espaço interdigital dorsal.
Muitas fraturas fechadas e isoladas, inclusive com algum desvio, podem ser tratadas sem cirurgia por tala de coaptação inicial seguida de órtese funcional. O úmero tolera determinado grau de encurtamento e angulação sem perda funcional importante.
Indicações mais consistentes de fixação cirúrgica incluem fratura exposta, lesão vascular, fratura segmentar, cotovelo flutuante, politrauma, impossibilidade de manter alinhamento aceitável, lesão patológica, ausência de consolidação e necessidade de mobilização precoce. A redução aberta com fixação interna por placa permite alinhamento estável e visualização do nervo radial.
Existe uma ressalva em relação ao gabarito: desvio e deformidade, isoladamente, não tornam obrigatória a cirurgia em toda fratura diafisária fechada com exame neurovascular normal. Como a questão descreve deformidade importante e não oferece a alternativa de órtese funcional, mantém-se a redução aberta e fixação interna como resposta pretendida.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fixador externo é reservado principalmente para fratura exposta com lesão extensa de partes moles, contaminação, infecção ou estratégia temporária de controle de danos.
B) Correta (gabarito). A redução aberta com fixação interna oferece correção do desvio, estabilidade e mobilização precoce. É a melhor alternativa oferecida para a fratura com deformidade acentuada, embora muitas fraturas fechadas possam receber órtese funcional na prática.
C) Incorreta. Tipoia isolada não controla adequadamente o comprimento, a rotação e a angulação de uma fratura diafisária desviada. Ela pode ser usada apenas como apoio temporário.
D) Incorreta. Redução fechada e imobilização inicial podem fazer parte do atendimento, mas gesso circunferencial não é o método definitivo funcional preferido para a diáfise umeral e pode dificultar o controle do edema.
E) Incorreta. Analgesia é necessária, mas a alta sem redução, imobilização apropriada e seguimento ortopédico deixa uma fratura desviada sem tratamento.