Uma mulher de 63 anos, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica controlada, encontra-se em menopausa há 10 anos. Comparece ao ginecologista com queixas de sangramento vaginal há 3 meses. O exame físico não apresenta alterações aparentes ou sinais de sangramento ativo no momento. É realizada uma ultrassonografia transvaginal, que evidencia endométrio com 3 mm de espessura, com imagem ecogênica focal que ocupa a interface entre os folhetos endometriais e mede 5 mm no maior eixo.
A pegadinha é encerrar a investigação porque o endométrio mede 3 mm. Lesão focal continua exigindo avaliação.
Pólipo é focal; hiperplasia costuma ser difusa.
Histeroscopia permite diagnóstico, retirada da lesão e estudo histológico no mesmo procedimento.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Todo sangramento após 12 meses de amenorreia exige investigação. A ultrassonografia mostra endométrio globalmente fino, com 3 mm, mas identifica uma imagem ecogênica focal de 5 mm entre os folhetos endometriais. Esse padrão favorece pólipo endometrial.
O ponto discriminador é a diferença entre alteração focal e difusa:
Espessura endometrial de até 4 mm possui elevado valor preditivo negativo para carcinoma difuso em um primeiro episódio de sangramento. Entretanto, endométrio fino não exclui lesão focal, nem encerra a investigação de sangramento persistente ou recorrente.
A histeroscopia permite visualizar a cavidade, remover o pólipo e encaminhá-lo para histologia. Em mulher pós-menopáusica sintomática, a análise anatomopatológica é necessária para excluir hiperplasia ou malignidade dentro da lesão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Adenomiose corresponde à presença de tecido endometrial no miométrio e costuma causar útero globoso, dismenorreia e sangramento no menacme, não imagem focal intracavitária.
B) Correta (gabarito). Endométrio fino com pequena formação ecogênica focal entre os folhetos é o padrão ultrassonográfico típico de pólipo endometrial.
C) Incorreta. Leiomioma surge no miométrio e pode protruir para a cavidade quando submucoso, geralmente com aspecto sólido e relação demonstrável com a parede uterina.
D) Incorreta. Hiperplasia endometrial costuma causar espessamento difuso, e não uma estrutura focal em um endométrio de 3 mm.
E) Incorreta. Adenocarcinoma sempre deve ser excluído no sangramento pós-menopausa, sobretudo com diabetes e hipertensão, mas o achado morfológico principal favorece pólipo.