José, 55 anos, hipertenso há 3 anos, em uso regular de medicação, vem para consulta de rotina apresentando PA= 130 x 80 mmHg. Após exame clínico, conclui-se que tem baixo risco cardiovascular.
A pegadinha é interpretar pressão normal durante o tratamento como autorização para suspender o remédio. Controle demonstra eficácia, não cura.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão de 2025 recomenda meta inferior a 130 x 80 mmHg quando tolerada.
Confirme valores limítrofes com medidas seriadas, MRPA ou MAPA antes de intensificar o tratamento.
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Contexto
O controle pressórico obtido durante o uso regular de anti-hipertensivo demonstra resposta ao tratamento, não desaparecimento da hipertensão. A suspensão automática pode levar ao retorno da pressão elevada e do risco cardiovascular acumulado.
Pela referência utilizada na questão, pressão de 130 x 80 mmHg em paciente de baixo risco encontra-se controlada, devendo-se manter o esquema eficaz e as medidas não farmacológicas. Atividade física, redução do sódio, alimentação adequada, controle do peso, moderação do álcool e cessação do tabagismo continuam indicados mesmo quando a pressão está normalizada.
Existe uma atualização relevante: a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 recomenda, para pessoas com hipertensão, meta inferior a 130 x 80 mmHg quando tolerada. Assim, 130 x 80 mmHg está exatamente no limite e merece acompanhamento, preferencialmente com medidas repetidas ou fora do consultório. Uma única aferição limítrofe, porém, não justifica trocar um esquema bem tolerado e previamente eficaz.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O tratamento atual está controlando a pressão, portanto deve ser mantido em associação às mudanças de estilo de vida e ao seguimento periódico.
B) Incorreta. Pressão controlada sob medicação não significa cura. A retirada pode provocar novo descontrole e só deve ser cogitada em situações selecionadas, com redução sustentada do risco e monitoramento próximo.
C) Incorreta. Anti-hipertensivos não precisam ser trocados periodicamente para impedir tolerância. O esquema é modificado quando há falta de eficácia, efeito adverso, contraindicação ou nova condição clínica.
D) Incorreta. Pela meta considerada pela questão, a pressão está controlada. Mesmo pela diretriz atual, trata-se de valor limítrofe, não de falha terapêutica demonstrada.
E) Incorreta. Não há elevação persistente durante o tratamento nem outro dado que exija intensificação imediata.