Milton teve o diagnóstico de monkeypox confirmado por meio de PCR positivo. Ele se enquadra no grupo de indivíduos com alto risco de desenvolver formas graves.
A pegadinha é aplicar a mesma frequência de acompanhamento a todos os casos. Alto risco exige monitoramento diário.
Lesão ocular, dor intensa, dispneia e alteração neurológica exigem avaliação imediata.
O acompanhamento remoto só é adequado quando existe acesso rápido ao serviço diante de piora.
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Contexto
Pessoas com mpox que apresentam alto risco de evolução grave necessitam acompanhamento estreito para detectar precocemente disseminação das lesões, desidratação, infecção bacteriana secundária e acometimento ocular, respiratório ou neurológico.
As Orientações Técnicas para a Assistência à Saúde em Mpox do Ministério da Saúde recomendam monitoramento diário dos indivíduos de alto risco. O contato pode ocorrer presencialmente ou por estratégia remota estruturada, desde que exista acesso rápido à avaliação clínica quando forem identificados sinais de agravamento.
Entre os grupos de maior risco estão pessoas com imunossupressão importante, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com dermatoses extensas ou condições que aumentem a chance de complicações. Dor desproporcional, lesões oculares, dispneia, confusão, incapacidade de ingerir líquidos ou progressão rápida exigem reavaliação imediata.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Avaliação a cada dois dias pode atrasar o reconhecimento de deterioração em pessoa já classificada como de alto risco.
B) Incorreta. Intervalo de três dias não corresponde à vigilância recomendada durante a fase ativa da doença.
C) Incorreta. Acompanhamento semanal é insuficiente para detectar complicações que podem evoluir rapidamente.
D) Incorreta. Quinze dias é um intervalo incompatível com o período de atividade clínica e risco de agravamento.
E) Correta (gabarito). Pessoas com alto risco de desenvolver formas graves devem ser monitoradas diariamente, com orientação clara sobre sinais de urgência.