Gestante realiza ultrassonografia obstétrica, que evidencia uma medida do maior bolsão vertical do líquido amniótico de 12 cm.
A pegadinha é associar qualquer malformação renal ao excesso de líquido. Sem rins funcionantes, não há urina e surge oligoâmnio.
Polidrâmnio resulta principalmente de diurese aumentada ou deglutição reduzida.
Diabetes materno e obstrução gastrointestinal fetal são causas repetidas pelas bancas.
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Contexto
Maior bolsão vertical de líquido amniótico igual ou superior a 8 cm define polidrâmnio em gestação única. A medida de 12 cm corresponde a polidrâmnio moderado.
O volume aumenta quando há produção excessiva de urina fetal, como no diabetes materno, ou redução da deglutição e absorção do líquido, como em obstruções digestivas, alterações neurológicas e algumas malformações graves.
A displasia tanatofórica é uma displasia esquelética letal com micromelia, macrocefalia e tórax muito estreito. O comprometimento fetal grave pode reduzir a deglutição e associar-se ao polidrâmnio. Em contraste, doenças que reduzem a perfusão renal ou eliminam a produção urinária fetal causam oligoâmnio.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Insuficiência uteroplacentária reduz o fluxo renal e a diurese fetal, associando-se principalmente a oligoâmnio e restrição de crescimento.
B) Correta (gabarito). A displasia tanatofórica é uma malformação fetal grave que pode comprometer a deglutição do líquido e associar-se ao polidrâmnio.
C) Incorreta. Agenesia renal bilateral elimina a produção urinária fetal e provoca anidrâmnio ou oligoâmnio grave, com hipoplasia pulmonar.
D) Incorreta. Restrição de crescimento por insuficiência placentária costuma vir acompanhada de redução do líquido amniótico.
E) Incorreta. No pós-datismo, a insuficiência placentária progressiva tende a reduzir a diurese fetal e o volume do líquido.