Segundo o Manual de Recomendações e Controle da Tuberculose no Brasil 2a ed., atualizado em 29/05/2024, a transmissão e adoecimento por TB são influenciados por fatores demográficos, sociais e econômicos. Dentre os fatores que contribuem para a manutenção e propagação da doença, destacam-se: urbanização crescente e desordenada, desigualdade na distribuição de renda, moradias precárias e superlotação, insegurança alimentar e baixa escolaridade, bem como dificuldade de acesso aos serviços e bens públicos. Dessa maneira, no Brasil, assim como em outros países que têm condições de vida semelhantes, alguns grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade para a TB.
A pegadinha é escolher HIV pelo risco biológico individual. A questão cobra a comparação populacional específica do manual.
Situação de rua corresponde a 56 vezes; HIV e privação de liberdade, a 28 vezes; indígenas, a 3 vezes.
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Contexto
A tuberculose é determinada pela interação entre exposição ao Mycobacterium tuberculosis, condições de moradia, ventilação, nutrição, acesso à saúde e integridade da resposta imunológica. Por isso, grupos vulnerabilizados podem apresentar risco muito superior ao da população geral.
O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, segunda edição, atualizado em 2024, apresenta a seguinte comparação:
A população em situação de rua reúne exposição frequente em ambientes coletivos, insegurança alimentar, comorbidades, dificuldade para procurar atendimento e barreiras à continuidade do tratamento. O risco comparativo da tabela é populacional e não diminui a importância do HIV como principal fator biológico individual de progressão após a infecção.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Povos indígenas apresentam risco aproximadamente três vezes maior que a população geral, valor inferior ao dos demais grupos destacados.
B) Incorreta. Profissionais de saúde possuem exposição ocupacional aumentada em determinados serviços, mas não apresentam o maior risco comparativo entre as opções.
C) Incorreta. Pessoas vivendo com HIV têm risco muito elevado, aproximadamente 28 vezes maior na tabela do manual, mas inferior ao atribuído à população em situação de rua.
D) Incorreta. Pessoas privadas de liberdade também apresentam risco aproximadamente 28 vezes maior devido à superlotação e ventilação inadequada, mas não constituem o maior valor apresentado.
E) Correta (gabarito). O manual atribui às pessoas em situação de rua risco de adoecimento por tuberculose 56 vezes maior que o da população geral, o maior entre as alternativas.