Uma mulher de 25 anos chega ao ambulatório com um exame de farmácia demonstrando gravidez. Ainda não realizou ultrassonografia e, pela data da última menstruação, estaria com aproximadamente 8 semanas de gestação. Ao toque, nota-se um amolecimento acentuado no istmo, que configuraria o sinal de:
A pegadinha é trocar Hegar por Piskacek. Hegar é istmo amolecido; Piskacek é útero assimétrico.
Esses sinais sugerem gestação, mas não demonstram viabilidade ou localização intrauterina.
Ultrassonografia e detecção de atividade cardíaca embrionária fornecem evidências mais específicas.
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Contexto
No primeiro trimestre, progesterona, estrogênio e aumento da vascularização promovem amolecimento progressivo do colo, do istmo e do corpo uterino. Esses achados compõem sinais de probabilidade de gestação, mas não substituem a confirmação ultrassonográfica.
O sinal de Hegar corresponde ao amolecimento acentuado do istmo uterino, percebido ao exame bimanual por volta da sexta à oitava semana. O istmo torna-se tão compressível que o corpo e o colo podem parecer estruturas separadas à palpação.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O amolecimento pronunciado do istmo uterino no início da gestação constitui o sinal de Hegar.
B) Incorreta. Piskacek corresponde ao crescimento assimétrico do útero quando a implantação ocorre mais lateralmente.
C) Incorreta. Osiander é o aumento perceptível da pulsação arterial nos fundos de saco vaginais laterais.
D) Incorreta. Nobile-Budin descreve o preenchimento dos fundos de saco pelo útero gravídico, que assume configuração mais globosa.
E) Incorreta. Puzos é o rechaço do feto dentro da cavidade uterina após um impulso durante o exame, observado em idade gestacional mais avançada.