Paciente, após gestação e parto complicados, está em acompanhamento com endocrinologista com diagnóstico de síndrome de Sheehan.
A pegadinha é procurar uma complicação hormonal da gestação. Sheehan resulta de hemorragia obstétrica e choque.
Falha em amamentar pode ser a primeira manifestação.
Na deficiência combinada, reponha corticoide antes do hormônio tireoidiano.
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Contexto
A síndrome de Sheehan é hipopituitarismo causado por necrose isquêmica da hipófise anterior após hemorragia obstétrica grave e choque. Durante a gestação, a hipófise aumenta de tamanho, especialmente pela hiperplasia dos lactotrofos, sem crescimento proporcional do suprimento sanguíneo, tornando-se vulnerável à hipoperfusão.
Descolamento prematuro da placenta pode provocar hemorragia materna maciça, coagulopatia e choque, criando o mecanismo necessário para a lesão hipofisária. A manifestação pode ser imediata ou aparecer meses a anos depois.
Falha na lactação por deficiência de prolactina e ausência de retorno da menstruação por deficiência de gonadotrofinas são pistas iniciais. Também podem ocorrer hipotensão, hiponatremia, hipoglicemia, fadiga e hipotireoidismo central.
Quando há deficiência de ACTH e TSH, o glicocorticoide deve ser reposto antes da levotiroxina, pois o aumento do metabolismo após o hormônio tireoidiano pode precipitar crise adrenal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Diabetes gestacional não causa hipoperfusão ou necrose isquêmica da hipófise.
B) Correta (gabarito). O descolamento prematuro da placenta pode causar hemorragia grave, choque e coagulopatia, condições clássicas para síndrome de Sheehan.
C) Incorreta. Rotura prematura das membranas associa-se principalmente a prematuridade, infecção e prolapso de cordão, não a necrose hipofisária.
D) Incorreta. Gestação gemelar aumenta riscos obstétricos, mas não causa diretamente a lesão isquêmica hipofisária sem hemorragia ou choque.
E) Incorreta. Restrição do crescimento fetal reflete comprometimento placentário, mas não produz hipopituitarismo materno.