Coqueluche é uma infecção aguda do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. A palavra coqueluche significa “tosse violenta”, expressão que descreve apropriadamente a característica mais consistente e proeminente da doença. O nome chinês para coqueluche é “tosse de 100 dias”, termo que descreve o curso clínico da doença com precisão. A identificação de B. pertussis foi relatada pela primeira vez por Bordet e Gengou em 1906.
A pegadinha é esperar que o antibiótico interrompa uma tosse paroxística já estabelecida. O maior benefício clínico ocorre na fase catarral.
Azitromicina é a primeira escolha por eficácia, esquema curto e tolerabilidade.
Macrolídeos também são usados para profilaxia pós-exposição de contatos com indicação epidemiológica.
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Contexto
A coqueluche é causada por Bordetella pertussis, cocobacilo que se adere ao epitélio respiratório ciliado e produz toxinas responsáveis por inflamação, hipersecreção e tosse prolongada. A doença evolui pelas fases catarral, paroxística e de convalescença.
O Ministério da Saúde recomenda macrolídeos para tratamento e quimioprofilaxia, com preferência pela azitromicina devido ao esquema curto e à melhor tolerabilidade. Claritromicina e eritromicina são alternativas; sulfametoxazol com trimetoprima pode ser usado quando há contraindicação aos macrolídeos.
O maior benefício clínico ocorre quando o antibiótico é iniciado na fase catarral. Após o estabelecimento da tosse paroxística, ele pode não encurtar significativamente os sintomas, mas reduz a transmissão ao erradicar a bactéria da nasofaringe.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fosfomicina é utilizada principalmente em infecções urinárias e não possui papel estabelecido no tratamento da coqueluche.
B) Incorreta. Quinolonas não são a classe recomendada para erradicação de Bordetella pertussis e apresentam limitações adicionais em crianças.
C) Incorreta. Tetraciclinas não constituem primeira escolha e não são utilizadas rotineiramente para tratamento ou profilaxia da coqueluche.
D) Incorreta. Beta-lactâmicos não erradicam adequadamente a bactéria da nasofaringe, apesar de possível atividade em laboratório.
E) Correta (gabarito). Azitromicina, claritromicina e eritromicina são macrolídeos indicados para tratamento e quimioprofilaxia dos contatos selecionados.