Paciente (G2P1), com 31 semanas de gestação, chegou ao Centro Obstétrico com 3 contrações a cada 10 minutos. O exame de toque vaginal revelou 4 cm de dilatação. O parto anterior fora há 3 anos de um recém-nascido com 1.400 g, mas que apresentou boa evolução neonatal.
Pegadinha: corticoide amadurece pulmão; magnésio protege cérebro.
Parto prematuro iminente antes de 32 semanas deve acender o gatilho mental para MgSO4 neuroprotetor.
Tocolítico não trata a causa e não substitui corticoide nem magnésio; seu papel é ganhar tempo quando isso é seguro.
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Contexto
A paciente tem 31 semanas, contrações regulares e dilatação cervical de 4 cm, portanto apresenta trabalho de parto prematuro com risco elevado de nascimento iminente. Nessa situação, a intervenção específica para neuroproteção fetal é o sulfato de magnésio. O ACOG recomenda considerá-lo quando o parto prematuro precoce é esperado, e a prática mais difundida utiliza o ponto de corte de menos de 32 semanas.
O benefício mais importante é a redução do risco de paralisia cerebral nos sobreviventes. Isso é diferente de maturação pulmonar, feita com corticoide antenatal, e de tocólise, cujo objetivo é ganhar tempo para intervenções fetais quando não há contraindicação à postergação do parto.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Nifedipina é tocolítico. Pode ser utilizada para reduzir temporariamente a atividade uterina em situações selecionadas, mas não é o agente de neuroproteção fetal.
B) Incorreta. Betametasona acelera a maturação fetal e reduz complicações da prematuridade, principalmente respiratórias. Apesar de benefícios neurológicos indiretos, não é o fármaco denominado neuroprotetor nessa indicação.
C) Incorreta. Progesterona é estratégia preventiva em grupos específicos de risco para parto prematuro, não tratamento de uma paciente já em trabalho de parto com 4 cm de dilatação.
D) Incorreta. Azitromicina não promove neuroproteção. Antibióticos têm indicação em cenários como ruptura prematura pré-termo de membranas ou profilaxias infecciosas específicas.
E) Correta (gabarito). Com 31 semanas e parto prematuro iminente, o sulfato de magnésio é a medida específica para reduzir o risco de paralisia cerebral no prematuro.