Considere as assertivas abaixo sobre osteoporose.
I - Não pode ser diagnosticada com base exclusivamente em critérios da densitometria óssea em mulheres jovens na pré-menopausa.
II - Embora a diminuição da densidade mineral óssea esteja associada a aumento do risco de fratura, a maioria das fraturas por fragilidade óssea ocorre em pacientes com escore T > -2,5.
III - Além da coluna lombar e do fêmur proximal, a densitometria de rádio também pode ser utilizada, em algumas condições clínicas, como sítio para o diagnóstico de osteoporose.
Pegadinha central: T-score menor ou igual a -2,5 não é a única forma de reconhecer risco de fratura e não deve ser aplicado mecanicamente à mulher jovem na pré-menopausa.
Pré-menopausa: pense primeiro em Z-score e em causas secundárias ou fratura por fragilidade.
Rádio de 33% é o sítio periférico clássico quando coluna e quadril não servem ou em cenários como hiperparatireoidismo.
A maioria das fraturas não precisa ocorrer em pessoas que já cruzaram o limiar densitométrico de osteoporose.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A densitometria mede densidade mineral óssea, mas diagnóstico densitométrico, risco de fratura e diagnóstico clínico não são a mesma coisa. As Official Positions da International Society for Clinical Densitometry de 2023 orientam que, em mulheres antes da menopausa, deve-se preferir o Z-score, que compara a paciente com pessoas de mesma idade. Z-score menor ou igual a -2,0 significa densidade óssea abaixo do esperado para a idade, e não deve ser automaticamente traduzido como osteoporose apenas pelo número.
Outro ponto importante é epidemiológico: o limiar de T-score menor ou igual a -2,5 identifica um grupo de alto risco individual, mas muitas fraturas por fragilidade ocorrem em pessoas com T-score acima desse corte. Isso acontece porque a população com osteopenia ou baixa massa óssea é muito maior e porque risco de fratura depende também de idade, quedas, fratura prévia, glicocorticoides e outros fatores clínicos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A assertiva I é verdadeira, mas II e III também são, portanto não é correto dizer que apenas I está certa.
B) Incorreta. A assertiva II é verdadeira, porém I e III também são corretas.
C) Incorreta. O rádio de 33% realmente pode ser usado em situações específicas, mas as assertivas I e II também são verdadeiras.
D) Incorreta. II e III estão corretas, mas a assertiva I também está.
E) Correta (gabarito). As três assertivas estão corretas: pré-menopausa exige interpretação diferente da densitometria, grande parte das fraturas ocorre acima do corte de -2,5 e o rádio de 33% é sítio diagnóstico válido em circunstâncias selecionadas.