Anemia ferropriva é uma condição prevalente, especialmente em crianças entre zero e 2 anos, tornando-se um problema de saúde pública.
Pegadinha central: esta questão tem divergência temporal. O gabarito C reflete recomendação antiga; o Ministério da Saúde atualmente orienta suplementação de ferro de 6 a 24 meses de forma universal.
Não confunda dose profilática com dose terapêutica de anemia ferropriva.
Prematuro e baixo peso esgotam reservas mais cedo e exigem estratégia preventiva antecipada.
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Contexto
A anemia ferropriva é especialmente relevante nos primeiros 2 anos porque as reservas adquiridas na gestação se esgotam, o crescimento é acelerado e a ingestão alimentar pode não suprir a demanda. Há, porém, uma mudança de recomendação importante entre referências antigas e a política atual do Ministério da Saúde. O gabarito desta questão segue a orientação histórica segundo a qual lactentes que consumiam volume suficiente de fórmula infantil fortificada com ferro, frequentemente definido como pelo menos 500 mL/dia, poderiam ser dispensados da suplementação adicional.
Atualmente, a página oficial do Ministério da Saúde referente ao Programa Nacional de Suplementação de Ferro informa suplementação profilática para todas as crianças de 6 a 24 meses. Portanto, a alternativa C deve ser entendida como o gabarito da referência utilizada na prova, e não como reprodução literal da orientação ministerial mais recente. Em provas antigas, essa divergência temporal é exatamente o ponto que precisa ser reconhecido.
Também é essencial separar profilaxia de tratamento. Doses terapêuticas de ferro são maiores e não devem ser confundidas com doses profiláticas. Prematuros e recém-nascidos de baixo peso têm estoques menores e tradicionalmente iniciam suplementação mais cedo do que lactentes a termo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Prematuridade e baixo peso aumentam o risco de deficiência de ferro, por isso a suplementação é iniciada precocemente, e não apenas aos 6 meses.
B) Incorreta. A faixa de 3 a 5 mg/kg/dia corresponde a dose terapêutica ou próxima de dose terapêutica em diversos protocolos, não à profilaxia rotineira do lactente a termo.
C) Correta (gabarito). Na recomendação histórica utilizada pela questão, crianças que ingeriam pelo menos cerca de 500 mL/dia de fórmula infantil adequadamente fortificada com ferro não necessitavam suplementação profilática adicional. A orientação ministerial atual é mais abrangente e recomenda ferro profilático para todas as crianças de 6 a 24 meses.
D) Incorreta. O ferro do leite materno tem boa biodisponibilidade, mas sua quantidade não acompanha sozinho toda a necessidade de ferro do lactente após o período inicial de vida.
E) Incorreta. A profilaxia padronizada não é escolhida livremente entre esquemas diários ou intermitentes conforme preferência do cuidador; deve seguir o esquema recomendado pelo programa vigente.