Paciente de 65 anos foi internado para avaliação de perda de peso involuntária associada a anemia microcítica. Durante a internação, submeteu-se a uma colonoscopia, resultando no diagnóstico de adenocarcinoma de cólon, sendo indicada cirurgia.
Pegadinha: ERAS não é fazer menos cuidado, mas retirar rotinas sem benefício que atrasam recuperação.
Jejum abreviado, deambulação e alimentação precoces são recorrentes em prova.
Atualização: preparo intestinal em cirurgia colorretal é tema em evolução; preparo mecânico isolado não é regra, e alguns protocolos atuais usam preparo mecânico associado a antibiótico oral em casos selecionados.
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Contexto
Os protocolos ERAS e ACERTO buscam reduzir a resposta metabólica ao trauma e acelerar a recuperação funcional. Os pilares cobrados nesta questão são abreviação do jejum, mobilização precoce, alimentação precoce e retirada rápida de sondas e drenos desnecessários. Em pacientes selecionados, líquidos claros podem ser permitidos até cerca de 2 horas antes da anestesia, e sólidos leves até cerca de 6 horas, conforme protocolo anestésico e risco de aspiração.
O preparo intestinal merece uma atualização. O conceito histórico do ACERTO, refletido pela prova, é evitar preparo mecânico isolado e rotineiro do cólon. Evidências e recomendações colorretais contemporâneas passaram a considerar, em algumas operações eletivas, a associação de preparo mecânico com antibióticos orais para reduzir infecção de sítio cirúrgico. Portanto, a frase não realizar preparo do cólon não deve ser transformada em regra universal atual. Entre as alternativas, porém, D é a que melhor expressa o núcleo ERAS/ACERTO e o padrão cobrado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Jejum de 12 horas e manutenção rotineira de drenos e sondas contrariam recuperação acelerada. O preparo mecânico isolado de rotina também não é um princípio ERAS.
B) Incorreta. Antibioticoprofilaxia sistêmica é feita em janela perioperatória adequada, não iniciada rotineiramente dois dias antes. Restrição ao leito e atraso alimentar aumentam perda funcional e complicações.
C) Incorreta. Mobilização precoce é correta e goma de mascar pode auxiliar recuperação gastrointestinal, mas a alternativa adota preparo mecânico como rotina, o que não corresponde ao paradigma histórico cobrado pelo ACERTO.
D) Correta (gabarito). Abreviar jejum e mobilizar precocemente são pilares inequívocos. A ausência de preparo mecânico rotineiro corresponde ao protocolo clássico usado pela questão.
E) Incorreta. Sonda vesical deve ser retirada precocemente quando não houver indicação de manutenção, e alimentação não precisa aguardar ausculta de ruídos hidroaéreos.