Pegadinha: betabloqueador na gestação não significa malformação. A associação clássica do propranolol é restrição do crescimento fetal.
IECA e BRA lembram fetopatia renal e oligodrâmnio.
Betabloqueadores próximos ao parto também podem causar bradicardia e hipoglicemia no recém-nascido.
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Contexto
O propranolol atravessa a placenta e o uso crônico de alguns betabloqueadores na gestação, especialmente os historicamente associados a maior comprometimento hemodinâmico fetal, relaciona-se a restrição do crescimento fetal. Também podem ocorrer efeitos farmacológicos fetais e neonatais, como bradicardia e hipogliccemia neonatal.
Na hipertensão da gestação, fármacos com melhor perfil e experiência obstétrica são preferidos. Labetalol, nifedipina e metildopa figuram entre as opções amplamente utilizadas, conforme cenário clínico e disponibilidade. A associação mais clássica cobrada para propranolol nesta questão é a redução do crescimento fetal, e não uma síndrome teratogênica específica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Oligodrâmnio é associação clássica do bloqueio do sistema renina-angiotensina, sobretudo com inibidores da ECA e bloqueadores do receptor de angiotensina, que podem causar disfunção renal fetal.
B) Correta (gabarito). O propranolol está associado a restrição do crescimento fetal, especialmente com exposição prolongada. Essa é a toxicidade fetal clássica cobrada para o fármaco.
C) Incorreta. Não existe associação característica entre propranolol e malformações cardíacas fetais que explique a contraindicação proposta.
D) Incorreta. O propranolol não é reconhecido por produzir um padrão específico de malformações neurológicas fetais.
E) Incorreta. Redução do volume plasmático materno é preocupação mais ligada ao uso de diuréticos, que podem limitar a expansão volêmica fisiológica da gestação.