Pegadinha central: risco do câncer de próstata localizado = PSA + ISUP/Gleason + cT.
Ressonância melhora diagnóstico e estadiamento, mas não substitui a tríade clássica de estratificação.
Um fator de alto risco já pode colocar o paciente em categoria de maior risco mesmo que os outros parâmetros sejam favoráveis.
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Contexto
A estratificação de risco do câncer de próstata localizado estima probabilidade de recorrência e orienta escolha entre vigilância, cirurgia, radioterapia e intensificação terapêutica. Os sistemas derivados de D'Amico e utilizados nas diretrizes da European Association of Urology combinam três eixos: PSA, grau histológico e estágio clínico T.
Um único fator de maior risco pode deslocar o paciente para a categoria correspondente. A ressonância multiparamétrica é hoje essencial na via diagnóstica e no estadiamento local, e PSMA PET/CT pode alterar o estadiamento em grupos selecionados, mas isso não muda a tríade clássica cobrada pela questão. O estágio clínico T tradicional da classificação de risco baseia-se no exame clínico, especialmente toque retal, enquanto a imagem fornece informação complementar.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. PSA isolado com ultrassonografia abdominal não incorpora o grau histológico nem o estágio clínico T, fundamentais para a estratificação prognóstica.
B) Incorreta. PSA e histologia são necessários, mas ultrassonografia abdominal não substitui o estadiamento clínico T.
C) Incorreta. PSA e toque retal fornecem parte da informação, mas falta o grau histológico da biópsia, expresso atualmente pelo grupo ISUP e relacionado ao escore de Gleason.
D) Correta (gabarito). PSA, grau histológico da biópsia e estadiamento clínico T constituem a base dos sistemas clássicos de risco do câncer de próstata localizado.
E) Incorreta. A ressonância tem enorme importância para detecção, direcionamento de biópsia e estadiamento local, mas não é, isoladamente, a base da classificação de risco descrita no comando.