Pegadinha central: diante de oclusão arterial aguda, heparinize imediatamente se não houver contraindicação, antes mesmo da estratégia definitiva de revascularização.
Déficit motor é sinal de membro imediatamente ameaçado e reduz a tolerância a atrasos.
Revascularização pode ser aberta ou endovascular; a urgência é determinada pela viabilidade do membro.
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Contexto
A oclusão arterial aguda de membro é uma emergência vascular definida pela redução súbita da perfusão capaz de ameaçar a viabilidade do membro. O primeiro passo terapêutico, na ausência de contraindicação, é anticoagulação sistêmica imediata com heparina não fracionada. O objetivo não é dissolver o trombo já formado, mas impedir propagação do trombo, nova embolização e trombose da circulação colateral e microcirculação enquanto se define a estratégia de revascularização.
A gravidade é classificada clinicamente, tradicionalmente pelo sistema de Rutherford, em membro viável, ameaçado marginalmente, ameaçado imediatamente ou irreversível. Déficit sensitivo e, principalmente, motor indicam maior ameaça e exigem revascularização urgente. O tratamento definitivo pode ser cirúrgico ou endovascular conforme etiologia, localização, duração da isquemia, risco operatório e recursos disponíveis.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A heparina não fracionada em dose terapêutica deve ser iniciada prontamente na suspeita ou diagnóstico de isquemia arterial aguda, salvo contraindicação, para evitar progressão da trombose enquanto se planeja a revascularização.
B) Incorreta. Analgesia intravenosa é apropriada. A dor isquêmica pode ser intensa e não deve ser deixada sem tratamento com a justificativa de preservar sinais diagnósticos.
C) Incorreta. Fasciotomia é indicada quando existe síndrome compartimental ou alto risco de síndrome compartimental após reperfusão, especialmente em isquemia prolongada e edema importante. Não se restringe a pacientes que já apresentam anestesia e perda motora.
D) Incorreta. Isquemia aguda de membro superior não tratada pode resultar em sequelas relevantes, incluindo dor crônica, déficit funcional, necrose e perda do membro. A afirmação minimiza inadequadamente o risco.
E) Incorreta. Técnicas endovasculares, incluindo trombólise dirigida por cateter e trombectomia mecânica ou aspirativa, podem ser utilizadas em pacientes selecionados. A escolha depende do grau de ameaça do membro e da anatomia.