Asma

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Questão 78
HCPA · 2020

Paciente de 30 anos, com diagnóstico de asma, faz uso de budesonida inalatória (400 mg) 2 vezes/dia. Os sintomas vinham ocorrendo 5 vezes/semana, determinando o uso de medicação de alívio (salbutamol spray) a cada episódio. O paciente relatou acordar à noite por asma pelo menos 1 vez/semana e ter limitação para realizar atividade física.

Frente a essa situação clínica, a conduta mais adequada é acrescentar ao esquema terapêutico
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O paciente tem asma claramente não controlada: sintomas em cinco dias da semana, uso frequente de medicação de alívio, despertar noturno pelo menos uma vez por semana e limitação para atividade física. Antes de intensificar tratamento, devem ser checados adesão, técnica inalatória, exposição a desencadeantes, comorbidades e confirmação diagnóstica.

Persistindo o mau controle apesar de corticoide inalatório, o próximo passo é associar um LABA. Entre as opções, o formoterol é o agente adequado. A estratégia preferida pela GINA 2025 para adultos e adolescentes é, quando disponível e apropriada, usar a combinação de corticoide inalatório com formoterol em regime que pode servir como manutenção e alívio, conhecido como MART. O formoterol tem início de ação suficientemente rápido para essa estratégia.

Tiotrópio é um LAMA usado como terapia adicional em etapas posteriores, em geral quando o controle permanece inadequado apesar de corticoide inalatório associado a LABA. Azitromicina de manutenção e biológicos, como mepolizumabe, pertencem ao manejo de asma grave selecionada. Teofilina tem eficácia limitada e maior risco de interações e toxicidade, por isso não é escolha preferencial.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Tiotrópio pode ser acrescentado em asma persistente não controlada, mas geralmente depois de otimizar o esquema com corticoide inalatório mais LABA.

B) Incorreta. Teofilina não é a opção preferida para step-up devido a benefício modesto, janela terapêutica estreita e maior risco de efeitos adversos e interações.

C) Incorreta. Azitromicina em uso prolongado pode ser considerada em subgrupos de asma grave após avaliação especializada, não como próximo passo rotineiro nesse cenário.

D) Correta (gabarito). O paciente segue sintomático em uso de corticoide inalatório; associar formoterol estabelece terapia com corticoide inalatório mais LABA. Na abordagem atual, a combinação com formoterol também permite estratégia MART em muitos adultos.

E) Incorreta. Mepolizumabe é um biológico anti-IL-5 para asma grave com fenótipo eosinofílico após falha de terapia inalatória otimizada, não para este estágio inicial de intensificação.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: antes de “subir degrau”, confirme adesão e técnica; se ainda não controlado com corticoide inalatório, associe LABA.

  • Formoterol é especial porque tem início rápido e pode integrar esquema de manutenção e alívio com corticoide inalatório.

  • Tiotrópio, azitromicina e biológicos ficam para etapas posteriores ou asma grave selecionada.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Asma” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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