Pegadinha central: para câncer endometrioide, pense em estrogênio sem oposição; obesidade é a alternativa que melhor representa esse mecanismo.
Obesidade, anovulação crônica, nuliparidade, menopausa tardia e estrogênio isolado aumentam exposição estrogênica endometrial.
Anticoncepcional combinado e progestogênio exercem efeito protetor sobre o endométrio.
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Contexto
O carcinoma endometrioide, classicamente denominado carcinoma de endométrio tipo I, relaciona-se à exposição estrogênica sem oposição progestagênica. A obesidade aumenta o risco por vários mecanismos, sobretudo pela aromatização periférica de androgênios em estrona no tecido adiposo e pela associação com hiperinsulinemia e resistência insulínica. O resultado é estímulo proliferativo endometrial crônico, favorecendo hiperplasia e carcinogênese.
O ponto que fecha a questão é a exposição estrogênica endógena aumentada na obesidade. A terminologia molecular contemporânea para câncer de endométrio é mais refinada que a antiga divisão tipo I versus tipo II, mas essa classificação clínica ainda aparece em provas: tipo I corresponde principalmente ao carcinoma endometrioide, frequentemente relacionado a estrogênio e obesidade.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A obesidade é um dos fatores de risco mais importantes para carcinoma endometrioide. O tecido adiposo aumenta a conversão periférica de androgênios em estrogênios e prolonga a estimulação endometrial.
B) Incorreta. O risco clássico ocorre com estrogênio sem oposição em mulheres com útero. A associação adequada de progestogênio antagoniza a proliferação endometrial e reduz esse risco.
C) Incorreta. O anticoncepcional oral combinado confere proteção contra câncer de endométrio, efeito que persiste por anos após a suspensão.
D) Incorreta. Hipertensão aparece epidemiologicamente associada ao câncer de endométrio, mas parte relevante dessa relação acompanha obesidade, idade e síndrome metabólica. Entre as alternativas, não é o fator causal mais característico.
E) Incorreta. Tabagismo não é fator de risco clássico para carcinoma endometrioide e, em estudos epidemiológicos, associa-se paradoxalmente a menor risco de câncer endometrial, embora seja fortemente nocivo por inúmeras outras razões e jamais constitua medida preventiva.