Paciente de 27 anos, que se submetia a avaliações ginecológicas anuais na Unidade Básica de Saúde, sem registro de qualquer anormalidade até agora, trouxe à consulta o resultado do exame citopatológico cervical, que revelou lesão intraepitelial de baixo grau.
Pegadinha central: no algoritmo citológico clássico, LSIL em 25 anos ou mais significa repetir citologia em 6 meses, não biopsiar de imediato.
HSIL tem manejo diferente e exige avaliação colposcópica mais rápida.
Atualização de alta incidência: desde 2025, o Brasil iniciou a transição para DNA-HPV oncogênico como teste primário de rastreamento.
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Contexto
A questão utiliza o algoritmo citológico clássico das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016. Nesse algoritmo, mulher com 25 anos ou mais e citologia mostrando lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, LSIL, deve repetir a citologia em 6 meses, porque grande parte dessas alterações é transitória e regride espontaneamente. Persistência da alteração nos controles subsequentes é que leva à colposcopia.
Há uma atualização importante: as Diretrizes Brasileiras de 2025 passaram a adotar teste molecular para DNA-HPV oncogênico como método primário do rastreamento organizado no SUS. A citologia continua sendo utilizada em locais onde o teste molecular ainda não está disponível e também em etapas de triagem de resultados positivos conforme o fluxo local. Portanto, a questão reflete o algoritmo citológico anterior, e seu gabarito deve ser mantido, mas a banca moderna pode cobrar a transição para rastreamento primário por DNA-HPV.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Pelo algoritmo citológico que fundamenta a questão, LSIL em mulher de 27 anos é acompanhada inicialmente com repetição do exame citopatológico em 6 meses.
B) Incorreta. Biópsia não é feita de forma cega apenas porque a citologia mostrou LSIL. Quando indicada, é dirigida por achado colposcópico suspeito.
C) Incorreta. Teste de Schiller isolado não substitui colposcopia nem constitui conduta de seguimento para LSIL.
D) Incorreta. No algoritmo usado pela prova, colposcopia imediata não é necessária após um único LSIL em mulher com 25 anos ou mais e rastreamento prévio sem alterações; ela passa a ser indicada diante de persistência ou de achados citológicos de maior risco.