Pegadinha central: coqueluche é Gram-negativa e a sequência é catarral, paroxística, convalescença.
Azitromicina é a primeira escolha atual; em menores de 6 meses, 10 mg/kg/dia por 5 dias é o esquema clássico.
Recém-nascido pode ter apneia e cianose sem o guincho típico, por isso exposição relevante nessa faixa etária merece atenção agressiva.
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Contexto
A coqueluche é causada por Bordetella pertussis, cocobacilo Gram-negativo que adere ao epitélio respiratório ciliado e produz toxinas responsáveis por lesão ciliar e tosse prolongada. A evolução clássica ocorre em três fases consecutivas: catarral, paroxística e convalescença. A fase catarral é a mais semelhante a uma infecção viral comum e também uma das mais contagiosas; depois surgem os acessos de tosse, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse.
O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde recomenda macrolídeos para tratamento e quimioprofilaxia, com azitromicina como primeira escolha. Em menores de 6 meses, o esquema clássico é 10 mg/kg uma vez ao dia por 5 dias. A eritromicina deixou de ser primeira opção e deve ser especialmente evitada em menores de 1 mês pelo risco de estenose hipertrófica do piloro. Recém-nascidos expostos constituem grupo de alto risco e devem receber abordagem precoce, pois podem evoluir com apneia, cianose e formas graves mesmo sem o quadro típico de tosse.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Bordetella pertussis é cocobacilo Gram-negativo, não Gram-positivo. A colonização do epitélio respiratório ciliado está correta, mas a classificação bacteriológica invalida a alternativa.
B) Incorreta. A ordem foi invertida. A evolução típica é fase catarral, seguida pela fase paroxística e, por último, convalescença.
C) Correta (gabarito). Recém-nascidos constituem grupo particularmente vulnerável. O Guia de Vigilância em Saúde prevê tratamento de recém-nascidos expostos no contexto descrito, devido ao risco elevado de doença grave e à possibilidade de manifestações atípicas nessa faixa etária.
D) Incorreta. A primeira escolha atual é azitromicina, tanto no tratamento quanto na quimioprofilaxia. Eritromicina é alternativa e não deve ser utilizada em menores de 1 mês.