Pegadinha: sensibilidade e especificidade não entram na fórmula da acurácia com pesos fixos; os pesos dependem da prevalência.
Acurácia = sensibilidade × prevalência + especificidade × (1 − prevalência).
Valor preditivo positivo e negativo são probabilidades pós-teste e variam intensamente com a probabilidade pré-teste.
Sensibilidade e especificidade podem sofrer efeito de espectro na prática clínica.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A questão pede a assertiva incorreta. A acurácia é a proporção total de resultados classificados corretamente: (verdadeiros positivos + verdadeiros negativos)/total. Se sensibilidade e especificidade forem mantidas constantes, a acurácia global depende da proporção de pessoas doentes na população, isto é, da prevalência.
Uma forma de enxergar isso é: acurácia = sensibilidade × prevalência + especificidade × (1 − prevalência). Se a prevalência muda, muda o peso relativo dos doentes e não doentes no cálculo. Portanto, dizer que a acurácia independe da prevalência é falso.
Valores preditivos são probabilidades pós-teste condicionadas ao resultado observado: valor preditivo positivo é P(doença | teste positivo), e valor preditivo negativo é P(não doença | teste negativo). Eles dependem fortemente da probabilidade pré-teste, frequentemente representada pela prevalência no grupo testado.
Sensibilidade e especificidade são frequentemente tratadas como características próprias do teste, mas na prática podem variar com o espectro clínico. Casos hospitalizados tendem a ser mais graves e mais facilmente detectáveis, o que pode aumentar sensibilidade; controles ambulatoriais tendem a ter menos comorbidades que mimetizam a doença, o que pode aumentar especificidade.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Esta alternativa não deve ser marcada porque a afirmação é verdadeira: um teste útil deve modificar de forma relevante a probabilidade diagnóstica ou prognóstica e, portanto, reduzir incerteza.
B) Correta (gabarito). Esta é a assertiva incorreta. A acurácia global depende da prevalência porque combina verdadeiros positivos e verdadeiros negativos em proporções determinadas pela frequência de doença na população testada.
C) Incorreta. Esta alternativa não deve ser marcada porque a afirmação é conceitualmente correta: valores preditivos representam probabilidades posteriores ao resultado do teste, como a probabilidade de doença depois de um teste positivo.
D) Incorreta. Esta alternativa não deve ser marcada. Ela descreve o efeito de espectro: maior gravidade entre casos hospitalizados pode aumentar sensibilidade, enquanto controles ambulatoriais menos complexos podem aumentar especificidade.