Bronquiolite viral aguda

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Questão 7
HCPA · 2021

Lactente de 3 meses de idade, previamente hígido, foi internado por bronquiolite viral aguda por adenovírus na Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica, necessitando de ventilação mecânica. Prematuro, nascera com 36 semanas e 4 dias (sem necessidade de assistência ventilatória neonatal). Vinha apresentando crescimento adequado, as vacinas estavam em dia e o teste do pezinho foi normal. Tem um tio de 22 anos asmático. Após 5 dias, foi transferido para a Enfermaria, onde alimentava-se bem por via oral e recebia oxigênio por cateter nasal a 1 l/min. Após 4 semanas de evolução, permanecia em oxigenoterapia e apresentava tiragem subcostal leve.

Qual a principal hipótese diagnóstica?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Bronquiolite obliterante pós-infecciosa é uma doença obstrutiva crônica das pequenas vias aéreas que surge após agressão viral intensa, com destaque clássico para adenovírus. O padrão de prova é uma criança previamente sem doença pulmonar crônica que sofre bronquiolite ou pneumonia viral muito grave, muitas vezes com necessidade de ventilação mecânica, e depois não retorna ao estado respiratório basal.

Persistência por semanas de taquipneia, retrações, sibilância, estertores e necessidade de oxigênio após a fase aguda é a pista principal. Na investigação, tomografia de tórax em alta resolução pode mostrar aprisionamento aéreo, atenuação em mosaico, bronquiectasias e redução vascular; em crianças maiores, testes funcionais tendem a mostrar obstrução fixa ou pouco reversível.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Adenovírus, quadro inicial grave com ventilação mecânica e dependência persistente de oxigênio quatro semanas depois formam o cenário clássico de bronquiolite obliterante pós-infecciosa.

B) Incorreta. Asma pode ser desencadeada por vírus, mas não explica bem dependência contínua de oxigênio após uma infecção destrutiva em lactente de 3 meses. O tio asmático é uma distração.

C) Incorreta. Displasia broncopulmonar é doença pulmonar crônica associada principalmente a prematuridade importante e exposição a oxigênio ou suporte ventilatório no período neonatal. Este paciente nasceu com 36 semanas e 4 dias e não precisou de ventilação neonatal.

D) Incorreta. Fibrose cística costuma produzir doença respiratória recorrente ou persistente associada a manifestações como dificuldade de ganho ponderal e insuficiência pancreática. Teste neonatal normal não exclui absolutamente a doença, mas o curso temporal pós-adenovírus grave favorece fortemente bronquiolite obliterante.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: adenovírus grave mais sintomas e hipoxemia que persistem por semanas é bronquiolite obliterante pós-infecciosa.

  • Displasia broncopulmonar exige história neonatal compatível, não apenas prematuridade limítrofe.

  • Na tomografia, procure atenuação em mosaico e aprisionamento aéreo.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Bronquiolite viral aguda” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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