Pegadinha central: não é para “aspirar tudo”. Evite aspiração rotineira e traumatismo de mucosa; aspire apenas se necessário.
Se houver sangue no conteúdo gástrico, a conduta descrita no PCDT é lavagem gástrica com soro fisiológico.
No protocolo brasileiro, mãe vivendo com HIV não amamenta, mesmo com carga viral indetectável.
Profilaxia antirretroviral neonatal deve começar o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras horas de vida, conforme o risco de transmissão vertical.
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Contexto
Questão anulada. O ponto central é reconhecer que o recém-nascido exposto ao HIV deve receber cuidados que reduzam contato traumático com sangue e secreções maternas sem criar procedimentos invasivos desnecessários. O PCDT do Ministério da Saúde para manejo de crianças expostas ao HIV, Módulo 1, 2024, orienta evitar aspiração rotineira de boca, narinas ou vias aéreas; quando necessária, a aspiração deve ser cuidadosa. A aspiração do conteúdo gástrico também é feita apenas se necessária e, se houver sangue, indica-se lavagem gástrica com soro fisiológico.
O mesmo PCDT recomenda, como regra geral, clampeamento imediato do cordão nos cenários de replicação viral materna, carga viral desconhecida ou superior a 1.000 cópias/mL, infecção aguda ou problemas de adesão. O documento admite discussão individualizada de situações extra-protocolo, mas a via de parto não é o critério que define clampeamento tardio. Também orienta não amamentar, mesmo quando a carga viral materna está indetectável, com oferta de fórmula infantil e início precoce da profilaxia antirretroviral do recém-nascido conforme a classificação de risco.
A anulação é coerente porque nenhuma alternativa reproduz integralmente o protocolo: a opção C é a mais próxima, mas transforma uma conduta condicionada à necessidade em procedimento obrigatório e acrescenta mecônio como indicação de lavagem gástrica, enquanto o protocolo cita sangue.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A via de parto não determina a possibilidade de clampeamento tardio. No protocolo brasileiro, a conduta depende principalmente do contexto virológico materno e, nos cenários de risco descritos, recomenda-se clampeamento imediato.
B) Incorreta. Aspiração vigorosa e rotineira aumenta o risco de trauma de mucosa. O recomendado é evitar aspiração de rotina e realizá-la com cuidado apenas quando houver indicação clínica.
C) Incorreta. A aspiração gástrica não deve ser feita sempre. Ela é indicada apenas quando necessária, evitando trauma; a lavagem gástrica com soro fisiológico é indicada na presença de sangue. A inclusão de mecônio e a palavra “sempre” tornam a alternativa incompatível com o protocolo.
D) Incorreta. No Brasil, o aleitamento materno permanece contraindicado para mães vivendo com HIV, inclusive com carga viral indetectável. Indetectável reduz muito o risco de transmissão, mas não transforma o aleitamento em recomendação de rotina no protocolo nacional.