Pegadinha: o gabarito B reflete recomendação histórica; para diretrizes atuais, vasopressina não substitui epinefrina na PCR.
Não chocável: epinefrina o mais cedo possível. Chocável: choque e RCP primeiro, epinefrina depois das tentativas iniciais de desfibrilação.
Atropina é droga de bradicardia sintomática com pulso, não de assistolia ou AESP.
Via aérea avançada não pode custar compressões: tubo endotraqueal e supraglótico são opções conforme expertise e cenário.
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Contexto
Na PCR adulta, a prioridade é RCP de alta qualidade, desfibrilação imediata nos ritmos chocáveis e tratamento das causas reversíveis. A diretriz AHA de RCP e Cuidados Cardiovasculares de Emergência de 2025 recomenda epinefrina 1 mg IV/IO a cada 3 a 5 minutos. Em assistolia ou AESP, deve ser administrada assim que possível; em fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, a desfibrilação tem prioridade e a epinefrina é administrada depois que as tentativas iniciais de choque falham.
Quanto à via aérea, a AHA 2025 não estabelece superioridade universal da intubação orotraqueal sobre dispositivo supraglótico. Em PCR intra-hospitalar atendida por profissionais experientes, tubo endotraqueal ou dispositivo supraglótico podem ser utilizados, desde que a tentativa não comprometa compressões e desfibrilação.
Há uma divergência importante entre o gabarito histórico e a recomendação atual. Protocolos antigos de ACLS admitiam vasopressina como substituta de uma dose de epinefrina. Nas diretrizes atuais da AHA 2025, vasopressina isolada ou associada à epinefrina não oferece vantagem como substituta da epinefrina e não é recomendada com esse objetivo. O gabarito B deve ser mantido porque é o gabarito oficial da questão, mas a regra atual para prática e provas contemporâneas é usar epinefrina.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Intubação não é obrigatoriamente superior ao dispositivo supraglótico na PCR intra-hospitalar. A escolha depende da experiência da equipe e não deve interromper compressões de boa qualidade.
B) Correta (gabarito). Esta é a resposta esperada pela referência histórica usada pela questão, em que a vasopressina podia substituir epinefrina. Pelas diretrizes AHA 2025, essa recomendação está desatualizada: vasopressina não deve ser usada como substituta rotineira da epinefrina porque não melhora os desfechos.
C) Incorreta. A epinefrina não deve ser dada com a mesma prioridade em todos os ritmos. Em AESP e assistolia, é precoce; em FV/TV sem pulso, priorizam-se RCP e desfibrilação, com epinefrina após falha das tentativas iniciais de choque.
D) Incorreta. Atropina não faz parte do algoritmo de assistolia ou AESP. Seu uso atual é para bradicardia sintomática com pulso, não para PCR não chocável.