Paciente de 40 anos foi trazido à Emergência por vir apresentando, há 3 dias, febre de 39,5º C, tosse não produtiva, cansaço intenso, alteração do olfato e, no último dia, dispneia progressiva. Relatou contato próximo no trabalho (distância de menos de 2 m) com possível caso de COVID-19 há 1 semana.
Pegadinha central: sintoma recente pede detecção direta do vírus, não sorologia.
NAAT, incluindo RT-PCR, permanece método de referência para diagnóstico de infecção aguda pela OMS 2025.
Teste de antígeno é alternativa válida em muitos cenários atuais, mas não estava entre as opções desta questão.
Sorologia tem papel limitado no diagnóstico da fase aguda precoce.
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Contexto
O paciente está no terceiro dia de sintomas compatíveis com COVID-19 e tem exposição epidemiológica recente. Nessa fase, o objetivo é detectar diretamente o vírus no trato respiratório. A diretriz viva da OMS para manejo clínico da COVID-19 de 2025 mantém os testes de amplificação de ácido nucleico, como RT-PCR, como método de referência para diagnóstico de infecção aguda. Testes de antígeno também podem diagnosticar infecção atual, especialmente quando NAAT não está disponível ou o tempo de resposta inviabiliza sua utilidade, mas essa opção não aparece entre as alternativas.
A sorologia mede resposta imune do hospedeiro e tem baixa utilidade para confirmar ou excluir infecção nos primeiros dias, porque anticorpos podem ainda não ter surgido. Cultura viral é tecnicamente complexa, exige infraestrutura de biossegurança e não faz parte da rotina diagnóstica. Imunofluorescência direta não é o método padronizado para SARS-CoV-2.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cultura viral não é exame de rotina para diagnóstico de COVID-19. É demorada, trabalhosa e exige laboratório com alto nível de biossegurança, tendo uso principalmente em pesquisa.
B) Incorreta. No terceiro dia de sintomas, IgM, IgA ou IgG podem ainda estar ausentes. Sorologia não é o exame de escolha para diagnosticar infecção aguda nessa janela.
C) Correta (gabarito). RT-PCR em amostra respiratória de nasofaringe detecta material genético viral durante a fase aguda e é o método de referência entre as alternativas apresentadas.
D) Incorreta. Imunofluorescência direta não é o teste diagnóstico padronizado para SARS-CoV-2 e não substitui NAAT ou teste de antígeno validado.