Pegadinha central: lambda = dicoriônica; T = monocoriônica.
Defina corionicidade no primeiro trimestre, idealmente antes de 14 semanas.
Monocoriônica não complicada: ultrassonografia a cada 2 semanas a partir de 16 semanas.
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Contexto
Em gestação gemelar, a informação que mais muda o seguimento é a corionicidade, porque gestações monocoriônicas compartilham placenta e têm risco de complicações vasculares específicas, como síndrome de transfusão feto-fetal e sequência anemia-policitemia. A ISUOG Practice Guideline atualizada em 2025 recomenda definir corionicidade no primeiro trimestre, quando os sinais ultrassonográficos são mais confiáveis.
A janela de 11 a 13 semanas e 6 dias é excelente para combinar datação, avaliação de corionicidade e rastreamento de aneuploidias. O sinal do lambda, uma projeção triangular de tecido coriônico entre as membranas, favorece gestação dicoriônica. O sinal do T, em que a membrana fina encontra a placenta em ângulo reto sem cunha coriônica, favorece gestação monocoriônica diamniótica.
Gestações monocoriônicas exigem vigilância ultrassonográfica mais intensa, tipicamente a cada 2 semanas a partir de 16 semanas. Dicoriônicas não complicadas podem ser acompanhadas em intervalos maiores. Corionicidade e amnionicidade são conceitos diferentes, mas uma gestação dicoriônica monoamniótica não existe, porque dois córions implicam sacos coriônicos separados.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A ultrassonografia do fim do primeiro trimestre é o melhor momento para estabelecer corionicidade com alta acurácia e também realizar avaliação para aneuploidias, incluindo translucência nucal conforme estratégia de rastreamento adotada.
B) Incorreta. O sinal do lambda indica dicorionicidade. O sinal associado à monocorionicidade diamniótica é o sinal do T.
C) Incorreta. Um saco gestacional com dois embriões sugere compartilhamento coriônico, não dicorionicidade. Além disso, a combinação dicoriônica monoamniótica é biologicamente incoerente.
D) Incorreta. O seguimento mais frequente é o da gestação monocoriônica, pela necessidade de detectar precocemente complicações decorrentes das anastomoses vasculares placentárias.