Pegadinha central: veia incompressível no ultrassom = pense em trombose e mude o sítio.
Vaso superficial: transdutor linear de alta frequência.
Femoral deve ser evitado quando possível em adultos; subclávio tem menor risco infeccioso, mas maior preocupação com complicações mecânicas e estenose em doença renal avançada.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Ultrassom à beira do leito melhora a segurança da punção venosa central ao permitir identificar a veia, sua relação com a artéria, profundidade, calibre e compressibilidade. Para jugular interna e outros vasos superficiais, o transdutor preferido é linear de alta frequência, porque oferece melhor resolução das estruturas superficiais.
Veia normal colaba à compressão suave do transdutor. Incompressibilidade venosa sugere trombose e deve levar à escolha de outro sítio de punção, salvo contexto excepcional com avaliação especializada. A jugular interna costuma localizar-se anterolateral à carótida comum, embora haja grande variabilidade anatômica, outra razão para usar ultrassonografia.
Para cateter venoso central não tunelizado em adultos, o CDC recomenda evitar o sítio femoral quando possível e reconhece menor risco infeccioso do acesso subclávio em comparação com jugular e femoral. A escolha final, porém, equilibra infecção com riscos mecânicos, trombose e características do paciente, como doença renal avançada, na qual o subclávio pode ser evitado para preservar futuras opções de acesso vascular.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O transdutor convexo de baixa frequência é melhor para estruturas profundas e grande campo de visão. Para vasos superficiais, usa-se transdutor linear de alta frequência.
B) Correta (gabarito). Uma veia que não colaba à compressão levanta forte suspeita de trombose. Puncionar esse vaso aumenta risco de falha e complicações, por isso deve-se selecionar outro sítio quando possível.
C) Incorreta. A jugular interna encontra-se anterolateral à carótida em grande parte dos pacientes, não na minoria. A relação pode mudar ao longo do pescoço e com rotação da cabeça.
D) Incorreta. O acesso femoral apresenta maior risco de colonização, infecção e trombose em adultos e não é preferível ao subclávio por segurança infecciosa.