Paciente de 62 anos, tabagista, vinha apresentando episódios de hemoptise há 1 mês. Imagem da radiografia de tórax anteroposterior está reproduzida ao lado.

Pegadinha central: hemoptise em tabagista com radiografia anormal pede investigação estrutural com TC, não observação simples.
Nódulo em lobo superior e tabagismo aumentam a suspeita pré-teste de câncer de pulmão.
Ultrassom é ótimo para pleura; TC é o exame-chave para nódulo e massa pulmonar.
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Contexto
Em um tabagista de 62 anos com hemoptise persistente por um mês, uma opacidade pulmonar focal na radiografia deve ser encarada como possível neoplasia até investigação adequada. A imagem mostra opacidade nodular projetada no campo pulmonar superior direito, sem sinais radiográficos de pneumotórax ou derrame pleural significativo.
A próxima etapa é tomografia computadorizada de tórax, que caracteriza tamanho, margens, densidade, calcificações, relação com brônquios e pleura, presença de adenomegalias e outras lesões. Como o paciente é sintomático com hemoptise e tem alto risco por tabagismo, trata-se de investigação diagnóstica e não de simples rastreamento de nódulo incidental.
Ressonância magnética não é o exame inicial de escolha para caracterização de nódulo pulmonar. Ultrassonografia é excelente para líquido pleural e procedimentos pleurais, mas não substitui a TC para lesão parenquimatosa.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não há linha pleural com ausência de trama vascular periférica nem colapso pulmonar que indiquem pneumotórax. Portanto, não existe achado que justifique drenagem torácica.
B) Correta (gabarito). A combinação de hemoptise, tabagismo e opacidade nodular no lobo superior direito exige TC de tórax para caracterização e estadiamento inicial de uma possível neoplasia pulmonar.
C) Incorreta. A radiografia não demonstra massa paratraqueal esquerda como achado dominante. Mesmo se houvesse suspeita de massa mediastinal, a TC costuma ser o primeiro exame anatômico para caracterização; RM é reservada a situações específicas.
D) Incorreta. O seio costofrênico direito está preservado, sem velamento que sugira derrame pleural relevante. A ultrassonografia não responderia ao principal achado, que é parenquimatoso.