Adolescente de 12 anos, com obesidade e asma, teve confirmado o diagnóstico de enxaqueca (migrânea). Nos últimos meses, as crises tornaram-se recorrentes e, após avaliação clínica, o paciente preencheu os critérios da ICHD (The International Classification of Headache Disorders) para tratamento profilático.
Pegadinha central: a melhor profilaxia é guiada pelas comorbidades; asma desfavorece propranolol e obesidade desfavorece fármacos que aumentam peso.
Topiramato é uma opção importante a partir de 12 anos e pode ser vantajoso quando ganho de peso é uma preocupação, embora tenha efeitos adversos próprios.
Amitriptilina ganha interesse quando associada a terapia cognitivo-comportamental em pacientes selecionados, não por evidência robusta de monoterapia.
A questão foi anulada porque as opções não ofereciam uma escolha única claramente superior para o perfil clínico apresentado.
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Contexto
A questão foi anulada no gabarito definitivo. A profilaxia da migrânea em adolescentes deve considerar frequência e incapacidade das crises, evidência de eficácia, efeitos adversos e comorbidades. Neste adolescente, asma e obesidade tornam várias opções menos atraentes, e o fármaco que mais naturalmente combina com o perfil, topiramato, não aparece entre as alternativas.
Propranolol pode reduzir a frequência de migrânea em alguns adolescentes, mas é um betabloqueador não seletivo e pode precipitar broncoespasmo, motivo pelo qual asma é uma limitação importante. Flunarizina pode ser utilizada para prevenção em alguns países e populações pediátricas, mas pode causar sonolência e ganho ponderal, efeito indesejável em adolescente com obesidade.
Amitriptilina também é usada na prática, especialmente quando coexistem distúrbios do sono ou outras condições selecionadas, mas pode promover ganho de peso e seus ensaios pediátricos não demonstram benefício consistente como monoterapia sobre placebo. Lamotrigina não é profilático de rotina para migrânea sem aura específica. Em adolescentes a partir de 12 anos, topiramato possui evidência e aprovação regulatória para prevenção e tende a ser atraente quando a obesidade é uma preocupação, desde que seus próprios riscos sejam avaliados.
Alternativa por alternativa
A) Sem gabarito após anulação. Flunarizina pode ser opção profilática em alguns contextos, mas o potencial de ganho ponderal é desfavorável neste paciente com obesidade, o que impede tratá-la como resposta inequívoca.
B) Incorreta. Propranolol é betabloqueador não seletivo e pode desencadear broncoespasmo. Em um adolescente com asma, não é a escolha mais segura para profilaxia.
C) Sem gabarito após anulação. Amitriptilina pode ser usada em situações selecionadas, mas a evidência pediátrica como monoterapia é limitada e o ganho de peso é uma desvantagem importante neste adolescente.
D) Incorreta. Lamotrigina não é tratamento profilático de escolha para migrânea pediátrica em geral. Seu eventual uso é restrito a contextos específicos e não sustenta esta alternativa.