Nuligesta de 35 anos, cuja menarca ocorrera aos 13 anos (ciclos menstruais regulares de 28 dias e sem dismenorreia), teve confirmado o diagnóstico de endometriose peritoneal. Tentava gestar há 2 anos. O espermocitograma do parceiro foi normal.
Pegadinha central: investigar endometriose e investigar permeabilidade tubária são perguntas diferentes.
Histerossalpingografia é o exame inicial clássico para fator tubário.
Histeroscopia olha a cavidade; histerossalpingografia testa as tubas.
Sorologia para clamídia estima risco de dano prévio, mas não comprova obstrução.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Na investigação de infertilidade, a permeabilidade tubária precisa ser avaliada porque obstrução ou distorção das tubas impede encontro entre gametas. A paciente já possui endometriose peritoneal confirmada e tenta gestar há 2 anos, portanto a avaliação do fator tubário é obrigatória.
A histerossalpingografia é o exame inicial clássico para avaliar patência tubária. O contraste é injetado pela cavidade uterina e a passagem pelas tubas até a cavidade peritoneal é acompanhada por fluoroscopia. O exame também fornece informação sobre contorno da cavidade uterina. Histerossonografia com contraste pode ser alternativa em centros com experiência.
Laparoscopia com cromotubagem permite avaliação direta e é frequentemente chamada de referência anatômica, mas é invasiva e não é necessária como exame inicial de permeabilidade em todas as pacientes. Como não aparece entre as opções, a histerossalpingografia é claramente a resposta apropriada.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A histerossalpingografia demonstra a passagem do contraste pelas tubas e é o método inicial de escolha para investigação de permeabilidade tubária na infertilidade.
B) Incorreta. IgG para Chlamydia trachomatis pode sugerir exposição prévia e risco de dano tubário, mas não demonstra se uma ou ambas as tubas estão pérvias no momento.
C) Incorreta. Histeroscopia visualiza diretamente a cavidade uterina e é útil para pólipos, miomas submucosos, sinéquias e outras alterações intracavitárias, mas não é o exame de primeira escolha para documentar permeabilidade tubária.
D) Incorreta. Ressonância magnética é excelente para mapeamento de endometriose profunda em casos selecionados, porém não é o método padrão para verificar patência tubária.