Pegadinha central: PPROM com infecção não é caso de conduta expectante.
Corioamnionite ou infecção intra-amniótica: antibiótico mais resolução da gestação.
Tocólise nunca deve ser usada para tentar prolongar gestação infectada.
Magnésio para neuroproteção é estratégia de prematuridade precoce, não de gestação acima de 34 semanas.
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Contexto
Ruptura prematura de membranas pré-termo exige equilibrar os riscos da prematuridade contra os riscos de manter a gestação com membranas rotas. A presença de infecção intrauterina, também chamada infecção intra-amniótica ou corioamnionite clínica, encerra esse equilíbrio: a manutenção da gestação aumenta risco materno e fetal, portanto estão indicados antibióticos e resolução da gestação independentemente da idade gestacional.
O ACOG Practice Bulletin 217 de 2020 recomenda manejo expectante em faixas gestacionais selecionadas de PPROM quando não há contraindicações. Tocólise prolongada até 34 semanas não é recomendada. Em situações muito específicas, pode-se considerar tocólise curta para permitir corticosteroide ou transferência, mas nunca na presença de infecção ou descolamento placentário.
Sulfato de magnésio para neuroproteção é reservado ao risco de nascimento prematuro precoce, com protocolos geralmente concentrados antes de 32 semanas, e não após 34 semanas. Além disso, paciente com ruptura pré-termo e colonização por Streptococcus do grupo B desconhecida pode ter indicação de profilaxia intraparto, pois idade gestacional abaixo de 37 semanas é fator relevante.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se mantém nifedipina continuamente até a 34ª semana apenas porque houve PPROM. Tocólise prolongada não é rotina e é contraindicada na presença de infecção intrauterina.
B) Correta (gabarito). Infecção intrauterina é indicação de internação, antibioticoterapia e resolução da gestação, independentemente da idade gestacional. Não se prolonga a gravidez para completar corticosteroide diante de infecção estabelecida.
C) Incorreta. Sulfato de magnésio para neuroproteção não está indicado de rotina acima de 34 semanas. O benefício é voltado ao nascimento prematuro em idades gestacionais bem menores.
D) Incorreta. Após 34 semanas, mas antes de 37 semanas, a prematuridade continua relevante para decisão sobre profilaxia intraparto contra Streptococcus do grupo B quando o estado de colonização é desconhecido. Não existe dispensa automática apenas por ter ultrapassado 34 semanas.