Trabalho de parto prematuro e RPMO

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Questão 33
HCPA · 2022
Assinale a assertiva correta sobre ruptura prematura de membranas (RUPREME) em gestantes atendidas em hospital terciário.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Ruptura prematura de membranas pré-termo exige equilibrar os riscos da prematuridade contra os riscos de manter a gestação com membranas rotas. A presença de infecção intrauterina, também chamada infecção intra-amniótica ou corioamnionite clínica, encerra esse equilíbrio: a manutenção da gestação aumenta risco materno e fetal, portanto estão indicados antibióticos e resolução da gestação independentemente da idade gestacional.

O ACOG Practice Bulletin 217 de 2020 recomenda manejo expectante em faixas gestacionais selecionadas de PPROM quando não há contraindicações. Tocólise prolongada até 34 semanas não é recomendada. Em situações muito específicas, pode-se considerar tocólise curta para permitir corticosteroide ou transferência, mas nunca na presença de infecção ou descolamento placentário.

Sulfato de magnésio para neuroproteção é reservado ao risco de nascimento prematuro precoce, com protocolos geralmente concentrados antes de 32 semanas, e não após 34 semanas. Além disso, paciente com ruptura pré-termo e colonização por Streptococcus do grupo B desconhecida pode ter indicação de profilaxia intraparto, pois idade gestacional abaixo de 37 semanas é fator relevante.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Não se mantém nifedipina continuamente até a 34ª semana apenas porque houve PPROM. Tocólise prolongada não é rotina e é contraindicada na presença de infecção intrauterina.

B) Correta (gabarito). Infecção intrauterina é indicação de internação, antibioticoterapia e resolução da gestação, independentemente da idade gestacional. Não se prolonga a gravidez para completar corticosteroide diante de infecção estabelecida.

C) Incorreta. Sulfato de magnésio para neuroproteção não está indicado de rotina acima de 34 semanas. O benefício é voltado ao nascimento prematuro em idades gestacionais bem menores.

D) Incorreta. Após 34 semanas, mas antes de 37 semanas, a prematuridade continua relevante para decisão sobre profilaxia intraparto contra Streptococcus do grupo B quando o estado de colonização é desconhecido. Não existe dispensa automática apenas por ter ultrapassado 34 semanas.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: PPROM com infecção não é caso de conduta expectante.

  • Corioamnionite ou infecção intra-amniótica: antibiótico mais resolução da gestação.

  • Tocólise nunca deve ser usada para tentar prolongar gestação infectada.

  • Magnésio para neuroproteção é estratégia de prematuridade precoce, não de gestação acima de 34 semanas.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Trabalho de parto prematuro e RPMO” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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