A pegadinha central é a palavra novo: incidência sempre exige evento novo.
Incidência cumulativa usa pessoas sob risco; densidade de incidência usa pessoa-tempo.
Prevalência = casos existentes; incidência = casos que surgiram.
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Contexto
Incidência mede a ocorrência de casos novos de uma doença em uma população inicialmente sob risco. O numerador, tanto na incidência cumulativa quanto na densidade de incidência, é formado pelos casos que surgem durante o período observado. Pessoas que já apresentam a doença no início não podem se tornar casos incidentes daquele mesmo episódio e, portanto, não entram no numerador como casos novos.
A distinção mais cobrada é incidência versus prevalência. Incidência mede fluxo de entrada de novos casos; prevalência mede estoque de pessoas que têm a doença em determinado momento ou período.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Um estudo transversal identifica predominantemente casos existentes no momento da avaliação. Somar todos os diagnosticados sem distinguir quando começaram aproxima a lógica de prevalência, não o numerador da incidência.
B) Correta (gabarito). O numerador da incidência é exatamente o número de casos novos diagnosticados durante o período de seguimento. O denominador dependerá de se tratar de incidência cumulativa ou densidade de incidência.
C) Incorreta. Indivíduos já doentes no início são casos prevalentes. Eles não representam novos eventos ocorridos durante o acompanhamento.
D) Incorreta. Contar todos os doentes presentes no final mistura casos antigos com casos novos e descreve prevalência pontual ao final, não incidência.