Pegadinha central: maior tempo de exposição hormonal aumenta risco, então menarca precoce e menopausa tardia são os padrões de risco.
Nuliparidade aumenta risco; multiparidade tende a proteger.
Álcool é fator de risco modificável e o efeito cresce com a quantidade consumida.
Fibroadenoma simples não deve ser confundido com lesões proliferativas de maior risco.
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Contexto
O risco de câncer de mama resulta de fatores genéticos, reprodutivos, hormonais e comportamentais. Nuliparidade está associada a maior risco em comparação com gestação a termo em idade mais jovem, e o consumo de álcool aumenta o risco de modo dose-dependente, mesmo em níveis relativamente baixos de consumo regular.
Maior exposição estrogênica ao longo da vida também se associa a risco maior: menarca precoce e menopausa tardia aumentam o período de exposição hormonal. Por isso, menarca tardia e menopausa precoce tendem a reduzir risco. Obesidade ganha especial importância após a menopausa, quando o tecido adiposo contribui para produção periférica de estrogênios.
Variantes patogênicas em BRCA1 e BRCA2 elevam substancialmente o risco de câncer de mama. Fibroadenoma simples, por outro lado, não é fator de risco importante isoladamente, e multiparidade tende a exercer efeito protetor em longo prazo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Obesidade pode aumentar o risco, principalmente após a menopausa, mas menarca tardia reduz o tempo de exposição hormonal e é fator protetor, tornando a associação incorreta.
B) Incorreta. BRCA1 é importante fator de risco, mas menopausa precoce reduz a exposição estrogênica cumulativa e tende a diminuir risco.
C) Incorreta. Fibroadenoma simples não constitui fator de risco relevante para câncer de mama, e multiparidade costuma reduzir o risco em longo prazo.
D) Correta (gabarito). Nuliparidade e consumo regular de álcool são ambos fatores reconhecidos de aumento do risco de câncer de mama.