A pegadinha é exigir duas chaves: cardiopatia de alto risco mais procedimento de risco. Ter apenas uma delas não basta.
Prolapso mitral e a maioria das cardiopatias congênitas não recebem profilaxia.
Colonoscopia e procedimentos geniturinários, sem infecção ativa, não recebem profilaxia apenas por causa de prótese valvar ou endocardite prévia.
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Contexto
A profilaxia antibiótica da endocardite infecciosa exige duas condições ao mesmo tempo: cardiopatia associada ao maior risco de desfecho grave por endocardite e procedimento capaz de produzir bacteremia relevante, sobretudo procedimento dentário invasivo. A recomendação da American Heart Association de 2021, mantida no material atualizado da AHA de 2024, restringe a profilaxia a poucos grupos de alto risco.
Para adultos que realmente têm indicação e podem receber via oral, o esquema clássico é amoxicilina 2 g em dose única, 30 a 60 minutos antes do procedimento. Em contrapartida, colonoscopia, endoscopia, cistoscopia e outros procedimentos gastrointestinais ou geniturinários não recebem profilaxia apenas pela cardiopatia de risco quando não há infecção ativa.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A prótese mitral coloca o paciente no grupo cardíaco de alto risco, mas colonoscopia com biópsia não é indicação rotineira de profilaxia na ausência de infecção ativa. A alternativa tem apenas metade da combinação necessária.
B) Correta (gabarito). Cardiopatia congênita cianótica não corrigida é condição de alto risco e o procedimento dentário invasivo é exatamente o tipo de procedimento para o qual a profilaxia é recomendada. É a única alternativa que reúne os dois requisitos.
C) Incorreta. Prolapso da valva mitral, mesmo com regurgitação, não pertence ao grupo de cardiopatias para as quais se recomenda profilaxia de rotina. O procedimento é de risco, mas a cardiopatia não está na lista de maior risco.
D) Incorreta. História prévia de endocardite é condição cardíaca de alto risco, mas biópsia renal não é procedimento para o qual se indica profilaxia rotineira na ausência de infecção ativa.