A hiperplasia nodular estromal (hiperplasia prostática benigna)
A pegadinha é inverter HPB com câncer: HPB nasce na transição; adenocarcinoma nasce mais frequentemente na periferia.
Os números 70%, 25% e 5% ajudam a reconhecer as zonas periférica, central e de transição, respectivamente.
HPB é hiperplasia, não hipertrofia, e envolve tanto componente glandular quanto estromal.
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Contexto
A próstata pode ser dividida segundo o modelo zonal de McNeal em zona periférica, zona central, zona de transição e estroma fibromuscular anterior. A hiperplasia prostática benigna é uma hiperplasia nodular de componentes epiteliais e estromais que se inicia predominantemente na zona de transição e na região periuretral.
Embora a zona de transição represente apenas cerca de 5% do volume da próstata normal jovem, sua posição ao redor da uretra prostática faz com que o crescimento nodular nessa região possa comprimir a luz uretral e contribuir para sintomas do trato urinário inferior. O processo é dependente de androgênios, especialmente da conversão de testosterona em di-hidrotestosterona pela 5-alfa-redutase.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A região anterior é predominantemente fibromuscular e contém pouco tecido glandular. Não é o sítio clássico da hiperplasia nodular benigna.
B) Incorreta. A zona periférica constitui a maior parte da próstata glandular e é o local mais frequente de origem do adenocarcinoma prostático, especialmente nas regiões posterior e posterolateral.
C) Incorreta. A zona central corresponde a aproximadamente um quarto do volume glandular e circunda os ductos ejaculatórios, mas não é a região onde a HPB tipicamente se inicia.
D) Correta (gabarito). A zona de transição, apesar de pequena na próstata normal, circunda a uretra e é o local clássico de desenvolvimento dos nódulos de hiperplasia prostática benigna.