Paciente masculino, de 45 anos, sem comorbidades prévias, procurou atendimento médico por cefaleia, prostração, tosse seca eventual e febre de até 38,3o C, quadro iniciado há 5 dias. Realizou um teste de antígeno para covid-19 há 2 dias cujo resultado foi negativo. Referiu contato com colega de trabalho com sintomas respiratórios. Ao exame físico, apresentava sinais vitais estáveis e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente.
A pegadinha central é simples: antígeno negativo não exclui covid-19 em sintomático com suspeita clínica.
NAAT, incluindo RT-PCR, é mais sensível que teste de antígeno e pode confirmar um resultado antigênico negativo.
Tomografia avalia pulmão e complicações, não substitui teste virológico para confirmar covid-19.
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Contexto
O paciente está no quinto dia de uma síndrome respiratória compatível com covid-19, teve contato epidemiológico e realizou apenas um teste de antígeno negativo. Testes de antígeno detectam proteínas virais, são rápidos e têm boa especificidade, mas apresentam sensibilidade inferior à dos testes moleculares do tipo NAAT, como RT-PCR. Assim, um resultado negativo isolado não exclui infecção quando a probabilidade clínica permanece relevante.
As orientações do CDC atualizadas em 2025 reforçam que, em pessoas sintomáticas, um teste de antígeno negativo deve ser repetido conforme a estratégia seriada ou pode ser confirmado com um teste molecular. Um único NAAT é uma opção mais sensível para esclarecer a suspeita. O quinto dia de sintomas ainda é uma janela apropriada para detecção viral. Sorologia avalia resposta imunológica e não é o método preferencial para diagnosticar infecção aguda.
Tomografia de tórax também não é exame confirmatório de covid-19. Pode ser indicada para investigar complicações ou diagnósticos alternativos em pacientes selecionados, mas não substitui um teste etiológico em um adulto estável, com saturação de 98% e sem sinais de gravidade.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Persistindo suspeita clínica após teste de antígeno negativo, o teste molecular é apropriado porque apresenta maior sensibilidade e reduz a chance de falso negativo. É a melhor alternativa para esclarecer o diagnóstico neste momento.
B) Incorreta. Repetir o antígeno pode fazer parte de uma estratégia válida de testagem seriada, mas a alternativa erra ao afirmar que um novo resultado negativo descartaria o diagnóstico. Testes de antígeno negativos precisam ser interpretados à luz do tempo de doença e da probabilidade clínica.
C) Incorreta. Antígeno e teste molecular não têm sensibilidade semelhante. A vantagem diagnóstica central do NAAT é justamente sua maior sensibilidade. Ambos costumam apresentar boa especificidade quando corretamente executados.
D) Incorreta. No quinto dia de sintomas, testes virais continuam úteis. Tomografia não confirma etiologia em quadro leve e sorologia após 14 dias não é a estratégia preferencial para diagnóstico da infecção aguda.