Bronquiolite viral aguda

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 10
HCPA · 2022

Lactente de 6 meses foi trazido pela mãe à UBS, tendo sido diagnosticado com bronquiolite viral aguda. Estava afebril, hidratado, mamando bem ao seio materno, sem sinais de esforço respiratório. Não apresentava comorbidades, e as vacinas estavam em dia. A mãe fora diagnosticada com covid-19 por teste PCR (polymerase chain reaction) há 5 dias. O teste PCR para SARS-CoV-2 da criança, realizado no dia seguinte à consulta, também indicou resultado positivo. O estado clínico do paciente permanecia inalterado.

Que conduta, dentre as abaixo, deve ser adotada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O lactente tem bronquiolite viral aguda leve: está afebril, hidratado, mamando bem, sem esforço respiratório e sem sinais de comprometimento sistêmico. O PCR positivo para SARS-CoV-2 identifica um possível agente viral, mas não transforma bronquiolite leve em indicação de corticoide, exames laboratoriais ou internação.

O Guia de Manejo Clínico da Bronquiolite Viral Aguda do Ministério da Saúde de 2026 reforça que o diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento é de suporte. Para quadros leves, recomenda higiene nasal com solução salina, manutenção da hidratação e alimentação e orientação de retorno imediato diante de sinais de alerta. Corticosteroides sistêmicos ou inalatórios não devem ser usados de rotina.

O mesmo guia orienta que radiografia de tórax e exames laboratoriais não sejam solicitados rotineiramente em bronquiolite não complicada. Critérios de gravidade incluem apneia, piora do estado geral, desconforto respiratório relevante, hipoxemia persistente, desidratação e recusa alimentar. Nenhum deles está presente no caso.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). O manejo apropriado é domiciliar, com suporte e orientação clara para procurar atendimento imediatamente se surgirem dificuldade para mamar ou beber, retrações, taquipneia crescente, cianose, apneia, sonolência, desidratação ou piora do estado geral.

B) Incorreta. Prednisolona não melhora de forma consistente hospitalização, duração da doença ou necessidade de suporte ventilatório na bronquiolite e não deve ser prescrita rotineiramente.

C) Incorreta. Hemograma, PCR e radiografia não são necessários em bronquiolite típica e clinicamente estável. Esses exames ficam reservados a dúvida diagnóstica, evolução desfavorável ou suspeita de complicação ou coinfecção.

D) Incorreta. A criança não apresenta critérios clínicos de internação: alimenta-se bem, está hidratada, não tem desconforto respiratório, apneia ou hipoxemia descrita. A positividade para SARS-CoV-2, isoladamente, não é indicação de hospitalização.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: PCR viral positivo não muda a regra básica da bronquiolite: trate a gravidade clínica, não o nome do vírus.

  • Bronquiolite leve é manejo de suporte, sem corticoide, broncodilatador ou antibiótico de rotina.

  • Radiografia e exames laboratoriais não são de rotina em caso típico e estável.

  • Sinais de alarme que exigem reavaliação: piora respiratória, apneia, cianose, redução da ingesta, desidratação ou alteração do nível de consciência.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Bronquiolite viral aguda” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →