Paciente de 7 anos, com doença de Addison, foi trazido à Emergência por cansaço e fraqueza nos membros inferiores. Ao ser monitorizado eletronicamente, apresentava frequência cardíaca de 55 bpm, alargamento do complexo QRS e saturação de oxigênio de 99%. O raio X de tórax foi normal, e o eletrocardiograma confirmou o diagnóstico de arritmia.
Pegadinha central: cálcio não baixa o potássio, mas é a primeira medida quando há alteração no ECG.
Hipercalemia grave progride de ondas T apiculadas para alterações de condução, alargamento do QRS e padrão sinusoidal.
Addison primário lembra hipercalemia porque falta aldosterona.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Doença de Addison causa deficiência de cortisol e, na forma primária, também de aldosterona. A perda da ação mineralocorticoide reduz a excreção renal de potássio e favorece hipercalemia. Bradicardia e alargamento do QRS são sinais eletrocardiográficos de hipercalemia grave e indicam risco imediato de arritmias ventriculares, padrão sinusoidal e assistolia.
Na hipercalemia com alteração eletrocardiográfica, a primeira intervenção é cálcio intravenoso para estabilizar a membrana miocárdica. O gluconato de cálcio a 10% é uma opção apropriada e deve ser administrado com monitorização cardíaca. O cálcio não reduz a concentração sérica de potássio; sua função é ganhar tempo enquanto outras medidas deslocam o potássio para o meio intracelular e promovem sua remoção.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hidroclorotiazida não estabiliza rapidamente a membrana cardíaca e não é tratamento de emergência para hipercalemia com alargamento do QRS.
B) Correta (gabarito). Gluconato de cálcio a 10% por via intravenosa é a medida imediata para reduzir o risco de arritmia grave diante de alterações eletrocardiográficas por hipercalemia.
C) Incorreta. Solução salina hipertônica não neutraliza o efeito elétrico da hipercalemia e não é a intervenção prioritária neste padrão eletrocardiográfico.
D) Incorreta. Amiodarona não corrige a causa da arritmia. Quando o distúrbio de condução decorre de hipercalemia, o tratamento inicial é cálcio intravenoso, seguido das medidas para reduzir o potássio.