Em um centro médico acadêmico de atendimento terciário, foi realizado um estudo envolvendo 48 parturientes com feto único, cefálico e a termo. O objetivo era determinar os desfechos materno e neonatal de acordo com a aplicação ou não de estimulação elétrica nervosa transcutânea, de forma aleatória, para alívio da dor do parto antes da instalação da analgesia condutiva. A análise do resultado incluiu a intensidade da dor (medida pela Escala Visual Analógica), o intervalo entre a avaliação inicial e a instalação da analgesia condutiva, a duração do trabalho de parto, a via de parto e os escores de Apgar.
A pegadinha central é localizar quem controla a exposição: intervenção atribuída mais randomização = ensaio clínico randomizado.
Coorte acompanha exposição; caso-controle parte do desfecho; transversal fotografa um momento.
Randomização reduz confundimento ao distribuir fatores prognósticos entre os grupos.
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Contexto
O elemento que fecha o delineamento é a alocação aleatória de uma intervenção. As parturientes foram distribuídas aleatoriamente para receber ou não estimulação elétrica nervosa transcutânea e, depois, os grupos foram comparados quanto a dor, tempo até analgesia, duração do trabalho de parto, via de parto e Apgar. Isso caracteriza ensaio clínico randomizado.
Em um ensaio clínico, o pesquisador determina prospectivamente a exposição terapêutica. A randomização procura equilibrar fatores prognósticos conhecidos e desconhecidos entre os grupos e reduz confundimento. Esse ponto diferencia o ensaio de uma coorte observacional, na qual a exposição ocorre independentemente da alocação do investigador.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Estudo transversal não envolve, por definição, randomização prospectiva de tratamento. Ele avalia exposição e desfecho em um ponto ou intervalo curto de tempo.
B) Incorreta. Coortes acompanham grupos definidos por exposições, mas a exposição não é atribuída aleatoriamente pelo pesquisador. Aqui há intervenção deliberada e randomização.
C) Correta (gabarito). As parturientes foram aleatoriamente alocadas para receber ou não uma intervenção e posteriormente tiveram desfechos comparados. Essa é a estrutura essencial de um ensaio clínico randomizado.
D) Incorreta. Caso-controle começa selecionando participantes conforme presença ou ausência de um desfecho e busca retrospectivamente exposições anteriores. Não é o que ocorreu.