Pegadinha central: episiotomia é seletiva, nunca rotineira.
OMS recomenda contra uso rotineiro ou liberal no parto vaginal espontâneo.
Condição fetal não tranquilizadora com necessidade de abreviar o expulsivo pode justificar o procedimento.
Se necessária, técnica mediolateral é preferível à mediana pelo menor risco de extensão esfincteriana.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A Organização Mundial da Saúde recomenda contra o uso rotineiro ou liberal da episiotomia no parto vaginal espontâneo. A abordagem atual é seletiva: o procedimento só deve ser realizado quando houver uma indicação obstétrica concreta e quando se espere que a incisão facilite ou acelere um parto que precisa ocorrer rapidamente.
Uma das indicações clássicas é a necessidade de abreviar o segundo período diante de condição fetal não tranquilizadora, desde que a cabeça esteja baixa e o parto vaginal seja iminente ou possa ser acelerado com a ampliação do introito. Também pode ser considerada seletivamente em alguns partos operatórios ou quando o períneo impede manobra necessária.
Quanto à técnica, a episiotomia mediana é associada a maior risco de extensão para o esfíncter anal. Quando o procedimento é necessário, costuma-se preferir técnica mediolateral adequadamente angulada para reduzir o risco de lesão obstétrica do esfíncter anal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Primigesta não deve receber episiotomia de rotina. A prática rotineira aumenta trauma perineal sem benefício que justifique seu uso universal.
B) Incorreta. Parto instrumentado não torna a episiotomia proibida. A indicação deve ser individualizada e, em alguns partos operatórios, a técnica mediolateral pode reduzir risco de lesão esfincteriana em comparação com nenhuma episiotomia ou com técnica inadequada.
C) Incorreta. A técnica mediana tem maior risco de extensão para o esfíncter anal e reto. Quando episiotomia é necessária, a mediolateral é geralmente preferida.
D) Correta (gabarito). Se há necessidade de abreviar o segundo período por condição fetal não tranquilizadora e o parto vaginal pode ser rapidamente facilitado, a episiotomia é uma intervenção seletiva possível.