Pegadinha central: dTpa é uma dose em toda gestação, não apenas uma vez na vida fértil.
PNI 2026: dTpa a partir da 20ª semana.
Efeito Poseiro: compressão aortocava, hipotensão materna e possível bradicardia fetal.
Toxoplasmose: baixa avidez sugere infecção recente; alta avidez precoce favorece infecção antiga.
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Contexto
O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde de 2026 recomenda uma dose de dTpa a partir da 20ª semana em cada gestação, independentemente de a mulher ter recebido dTpa em gestação anterior. O objetivo principal é produzir títulos elevados de anticorpos maternos contra coqueluche para transferência transplacentária e proteção do recém-nascido nos primeiros meses de vida.
A dose de dTpa também deve ser feita mesmo quando a gestante recebeu dT durante a gestação atual, respeitando o intervalo recomendado entre vacinas contendo toxoides diftérico e tetânico. A repetição em cada gestação é necessária porque o nível de anticorpos transferidos ao feto depende da vacinação durante aquela gravidez.
No chamado efeito Poseiro ou síndrome de compressão aortocava, o útero gravídico em posição supina comprime grandes vasos, reduzindo retorno venoso e débito cardíaco. A repercussão típica é hipotensão materna com resposta taquicárdica e possível bradicardia fetal por redução do fluxo uteroplacentário. O reposicionamento em decúbito lateral esquerdo alivia a compressão.
Na toxoplasmose, a interpretação da avidez deve ser feita com cautela. Baixa avidez no primeiro trimestre é compatível com aquisição recente e não exclui infecção nos meses anteriores. É a alta avidez obtida precocemente que torna infecção adquirida recentemente muito menos provável.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A 6ª semana é precoce para ausculta rotineira dos batimentos fetais com sonar Doppler portátil. A detecção costuma ocorrer em torno de 10 a 12 semanas, variando conforme equipamento, posição uterina e condições maternas.
B) Incorreta. A alternativa inverte as repercussões mais esperadas. A compressão aortocava pode causar hipotensão materna com taquicardia compensatória e redução da perfusão uteroplacentária, levando a bradicardia fetal.
C) Correta (gabarito). O PNI 2026 recomenda dTpa em cada gestação, a partir da 20ª semana, mesmo se houve dTpa em gravidez anterior e mesmo que doses de dT já tenham sido administradas na gestação atual.
D) Incorreta. Baixa avidez de IgG não indica infecção antiga. Ela é compatível com infecção recente, embora possa persistir por algum tempo e não deva ser interpretada isoladamente.