Menina de 9 meses foi trazida à UBS para atendimento em puericultura. Ao ser aplicado o Instrumento dos Marcos de Desenvolvimento, que integra a Caderneta da Criança, foi constatado, pela 1a vez, que a criança não desenvolvera 2 habilidades para a faixa etária. Até então, vinha sendo capaz de dar conta de todos os itens do Instrumento para a faixa etária correspondente.
Pegadinha central: marco ausente da faixa atual significa alerta; marco ainda ausente da faixa anterior significa provável atraso.
Alerta para o desenvolvimento: estimular e reavaliar em 30 dias.
Provável atraso: não ficar apenas observando; acionar a rede especializada.
A banca costuma testar a diferença entre atraso persistente e uma habilidade ainda não adquirida na janela etária atual.
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Contexto
A Caderneta da Criança do Ministério da Saúde diferencia alerta para o desenvolvimento de provável atraso no desenvolvimento pela faixa etária em que o marco está ausente. A ausência de um ou mais reflexos, posturas ou habilidades esperados para a faixa etária atual, dos 1 mês aos 6 anos, classifica a criança como alerta. Já a ausência de um ou mais marcos que deveriam ter sido adquiridos na faixa etária anterior classifica como provável atraso.
A menina tem 9 meses e, pela primeira vez, deixou de apresentar duas habilidades de sua faixa etária. O enunciado informa expressamente que vinha cumprindo todos os itens das faixas anteriores. Logo, ela não perdeu marcos previamente adquiridos nem deixou pendentes habilidades de uma faixa anterior. Isso encaixa exatamente na categoria alerta para o desenvolvimento.
A conduta não é simplesmente aguardar a próxima consulta de rotina. A Caderneta orienta estimular a criança, marcar retorno em 30 dias e informar ao cuidador sinais de alerta que justifiquem retorno antes. Na reavaliação, a classificação deve ser refeita. Persistência de falhas ou identificação de marcos ausentes de faixa anterior muda o grau de preocupação e pode exigir investigação especializada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A criança não pode ser classificada como desenvolvimento adequado porque há dois marcos ausentes na faixa atual. Além disso, o seguimento habitual é insuficiente diante de um achado de alerta.
B) Incorreta. O prazo de 30 dias está correto, mas a classificação está errada. Retorno precoce é justamente a conduta da categoria alerta para o desenvolvimento.
C) Correta (gabarito). A ausência de habilidades esperadas para a faixa etária atual, com marcos das faixas anteriores previamente adquiridos, corresponde a alerta para o desenvolvimento. O Instrumento deve ser reaplicado em 30 dias, associado à orientação de estimulação e vigilância de sinais de alerta.
D) Incorreta. Provável atraso seria indicado se faltasse um marco pertencente à faixa etária anterior, ou diante de outros critérios definidos no instrumento, como alterações importantes do perímetro cefálico ou múltiplas alterações fenotípicas. O caso descreve falha apenas na faixa atual.