O uso de acetato de medroxiprogesterona de depósito (150 mg/ml intramuscular) tem poucas contraindicações.
Pegadinha central: preserve o gabarito B, mas saiba que a afirmação absoluta está datada; os MEC atuais estratificam TVP/TEP conforme anticoagulação e risco de recorrência.
Método combinado com estrogênio tem restrição trombótica muito maior que DMPA.
Anticonvulsivantes indutores enzimáticos não comprometem de forma relevante a eficácia do DMPA.
Em questões modernas, procure a categoria MEC e o contexto clínico em vez de decorar uma lista fixa de proibições.
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Contexto
O acetato de medroxiprogesterona de depósito é um contraceptivo somente com progestagênio, habitualmente administrado por via intramuscular em dose de 150 mg a cada 3 meses. Por não conter estrogênio, possui muito menos restrições trombóticas que os contraceptivos hormonais combinados e mantém eficácia mesmo com vários anticonvulsivantes indutores enzimáticos.
Esta questão reflete uma referência mais antiga e deve ter o gabarito B preservado. Os critérios atuais são mais graduados. No U.S. Medical Eligibility Criteria de 2024, DMPA não é classificado como proibição absoluta em todo caso de trombose venosa profunda. Em pessoa com TVP/TEP atual ou prévia sob anticoagulação terapêutica, o DMPA é categoria 2; em alguns cenários de maior risco de recorrência, especialmente sem anticoagulação terapêutica, pode ser categoria 3. Portanto, a formulação de que o método simplesmente não pode ser usado em qualquer TVP vigente é mais rígida do que a avaliação atual.
Hipertensão controlada abaixo de 160/100 mmHg e diabetes sem doença vascular importante não constituem proibições absolutas ao DMPA. Alguns anticonvulsivantes reduzem a eficácia de pílulas somente com progestagênio e de implantes por indução enzimática, mas não reduzem de forma clinicamente relevante a eficácia do DMPA.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hipertensão adequadamente controlada não é contraindicação absoluta ao DMPA. Os critérios atuais classificam o método com restrição muito menor do que os contraceptivos combinados nessa situação.
B) Correta (gabarito). É a alternativa que corresponde à referência utilizada pela prova, na qual a TVP em vigência era tratada como condição impeditiva para o injetável de depósito. Na prática atual, porém, a elegibilidade depende de anticoagulação e risco de recorrência, e não deve ser interpretada como proibição absoluta em todos os casos.
C) Incorreta. Diabetes tipo 2 controlado e sem complicações vasculares não impede o uso do DMPA. A avaliação muda quando há nefropatia, retinopatia, neuropatia, doença vascular ou longa duração da doença.
D) Incorreta. O DMPA é uma opção útil em usuárias de anticonvulsivantes indutores enzimáticos porque sua eficácia não é reduzida da mesma maneira que a de alguns métodos hormonais orais ou implantes.