Conforme as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, referentemente ao exame citopatológico (CP) do colo uterino,
Pegadinha central: no algoritmo citológico clássico do INCA, AGC vai para colposcopia; LSIL isolada geralmente entra em repetição citológica.
Amostra insatisfatória pede nova coleta, não colposcopia automática.
AGC pode representar doença cervical glandular, lesão escamosa de alto grau ou doença endometrial.
Atualização de incidência em prova: desde 2025, o Brasil iniciou transição para rastreamento primário com DNA-HPV oncogênico.
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Contexto
A questão foi construída com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA de 2016, cujo algoritmo citológico encaminha diretamente para colposcopia pacientes com células glandulares atípicas, AGC. Esse achado tem maior risco de lesão relevante porque pode estar associado a NIC de alto grau, adenocarcinoma in situ, carcinoma cervical invasor e, em algumas mulheres, doença endometrial.
No caso de AGC, a diretriz de 2016 recomenda colposcopia e nova coleta citológica com atenção ao canal cervical. A avaliação endometrial ganha importância especialmente acima de 35 anos e em mulheres mais jovens com sangramento uterino anormal, anovulação crônica ou outros fatores de risco.
Há atualização importante para provas recentes: o Ministério da Saúde publicou em 2025 novas diretrizes que adotam teste molecular de DNA-HPV oncogênico como método de rastreamento primário, com implementação progressiva no SUS. Isso muda a estratégia de rastreamento populacional, mas não torna AGC um achado de baixo risco nem invalida o gabarito histórico desta questão, que pergunta explicitamente pelo manejo do exame citopatológico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A presença de células escamosas e metaplásicas imaturas não é, isoladamente, um diagnóstico citológico de alto risco que determine colposcopia. Células metaplásicas podem inclusive indicar representação da zona de transformação.
B) Incorreta. Superposição celular intensa pode tornar a amostra insatisfatória, mas a conduta inicial é repetir o exame em condições adequadas. Amostra insatisfatória não equivale a lesão precursora.
C) Incorreta. No algoritmo citológico de 2016, uma LSIL isolada não leva imediatamente à colposcopia. A estratégia inicial é repetição citológica em intervalo definido pela idade, porque grande parte das lesões de baixo grau regride espontaneamente.
D) Correta (gabarito). AGC em amostra satisfatória exige encaminhamento para colposcopia e investigação complementar do canal endocervical e, conforme idade e fatores clínicos, do endométrio.