Pegadinha central: via piramidal dá espasticidade; gânglios da base dão rigidez plástica.
Pacote de neurônio motor superior: hiperreflexia, Babinski, clônus e espasticidade.
Romberg não testa força piramidal; testa dependência da visão para manter equilíbrio diante de perda proprioceptiva ou vestibular.
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Contexto
A via piramidal corresponde principalmente ao trato corticoespinal. Sua lesão produz síndrome de neurônio motor superior, com fraqueza em padrão piramidal, hiperreflexia, espasticidade, sinal de Babinski e clônus. O clônus é uma série de contrações rítmicas desencadeadas pelo estiramento súbito de um músculo e decorre da perda do controle inibitório descendente sobre os reflexos medulares.
Clônus breve pode aparecer em algumas pessoas hiperreflexas, mas clônus sustentado é sinal patológico clássico de comprometimento do trato corticoespinal. A espasticidade da síndrome piramidal é uma hipertonia dependente da velocidade do movimento passivo, diferente da rigidez plástica extrapiramidal, que tende a manter resistência mais uniforme durante toda a amplitude.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hipertonia plástica, também chamada rigidez, é característica de síndrome extrapiramidal, particularmente parkinsonismo. A resistência ao movimento passivo é relativamente constante e não depende da velocidade como a espasticidade piramidal.
B) Incorreta. Rigidez cérea ou flexibilidade cérea é fenômeno catatônico no qual o membro permanece em posições impostas pelo examinador. Não localiza lesão do trato corticoespinal.
C) Incorreta. Romberg positivo indica falha da propriocepção consciente ou, em determinados contextos, disfunção vestibular. O paciente piora ao fechar os olhos porque perde a compensação visual, mecanismo diferente de lesão piramidal.
D) Correta (gabarito). Clônus sustentado é manifestação de hiperreflexia por perda da modulação inibitória descendente e constitui sinal clássico de neurônio motor superior e lesão da via piramidal.