O aumento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e de seus fatores de risco fez com que a Organização das Nações Unidas incluísse, no objetivo três de sua Agenda para o Desenvolvimento Sustentável até 2030, compromissos com a saúde e o bem-estar e metas de controle das DCNT.
Pegadinha central: melhora de um fator de proteção, como atividade física, não significa que obesidade tenha diminuído.
No ciclo 2010-2019, tabagismo caiu e atividade física no lazer aumentou, enquanto obesidade permaneceu em crescimento.
Doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas apresentaram queda de mortalidade no período cobrado.
As metas atuais estão organizadas no Plano DANT Brasil 2021-2030, que mantém foco em mortalidade prematura e fatores de risco modificáveis.
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Contexto
A questão avalia os resultados brasileiros do enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no período de 2010 a 2019. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030, do Ministério da Saúde, revisa a evolução do plano anterior e mostra que o país obteve avanços em alguns indicadores, mas não em todos.
O tabagismo apresentou redução importante no período e as metas de redução foram alcançadas antes do final do ciclo. A prática suficiente de atividade física no lazer aumentou entre 2010 e 2019, mas a prevalência de obesidade em adultos continuou crescendo, portanto não se pode atribuir ao exercício uma suposta contenção da obesidade. O consumo abusivo de álcool tampouco seguiu a narrativa simples de queda sustentada determinada pelas mulheres.
Quanto aos desfechos, houve redução das taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e por doenças respiratórias crônicas no período analisado, o que torna a alternativa D a melhor representação entre as opções. Isso não significa que o problema das DCNT tenha sido resolvido: obesidade, alimentação não saudável e consumo de álcool permaneceram desafios relevantes para o Plano DANT 2021-2030.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O Brasil implementou amplo conjunto de políticas de controle do tabaco e observou queda importante da prevalência. A afirmação erra ao dizer que a meta de redução não foi alcançada.
B) Incorreta. Não houve uma trajetória nacional simples de redução do consumo abusivo de álcool explicada pelo menor consumo entre mulheres. A evolução desse indicador variou por sexo e período e permaneceu desafio de saúde pública.
C) Incorreta. A prática de atividade física no lazer aumentou, mas a obesidade adulta também cresceu. Portanto, não é possível dizer que a maior atividade física foi a principal causa de contenção de uma prevalência de obesidade que, de fato, não foi contida no período.
D) Correta (gabarito). O período de 2010 a 2019 apresentou declínio da mortalidade por doenças cardiovasculares e por doenças respiratórias crônicas, um dos avanços observados no monitoramento das DCNT no Brasil.